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terça-feira, 8 de setembro de 2015

POBREZA HUMANA E DESENVOLVIMENTO NO BRASIL: ABERTAS AS INSCRIÇÕES

Estão abertas as inscrições para o seminário “Pobreza Urbana e Desenvolvimento no Brasil: a periferia no centro da agenda pós-2015”, que acontece no dia 18 de setembro, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Podem participar representantes de governo envolvidos nas negociações da Agenda de Desenvolvimento Pós 2015, gestores públicos, funcionários de organizações internacionais e representantes da academia e da sociedade civil.
A Ministra Tereza Campello, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, participará para falar sobre a estratégia brasileira de desenvolvimento com inclusão social. O seminário é uma parceria entre o governo federal, a Central Única das Favelas (Cufa), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Banco Mundial. Também serão debatidas novas necessidades do combate à pobreza, sobretudo em territórios urbanos, a partir da valorização das experiências da sociedade civil.
O Brasil tem alcançado conquistas históricas, que resultam do trabalho continuado para garantir direitos, melhorar as condições de vida e gerar oportunidades para todos os brasileiros. O seminário vai apresentar a estratégia brasileira de desenvolvimento com inclusão social e debater as novas necessidades do combate à pobreza, sobretudo em territórios urbanos, a partir da valorização das experiências da sociedade civil.
Para obter mais informações e efetuar as inscrições, acesse o endereço www.mds.gov.br/seminario-cufa-ny.

terça-feira, 27 de maio de 2014

TPI ANUNCIA SUA SEGUNDA CONDENAÇÃO

O Tribunal Penal Internacional não tem sido tão duro nas punições que aplica quanto se esperava. Nesta sexta-feira (23/5), a corte anunciou a sua segunda punição. O congolês Germain Katanga (foto) recebeu uma pena de 12 anos de prisão, dos quais já cumpriu quase sete anos. Ele está preso em Haia, onde fica a sede do tribunal, desde setembro de 2007.
Katanga foi condenado em março deste ano por um homicídio e quatro vezes por crimes de guerra, que envolvem assassinatos, ataques à população civil, saques e destruição de propriedade alheia. Tanto ele como a Promotoria ainda podem apelar da condenação à Câmara de Apelação do TPI. Como regra geral, a pena máxima prevista para os condenados pela corte é de 30 anos, mas, quando os crimes são considerados muito graves, o tribunal pode optar pela prisão perpétua.
De acordo com a decisão, ele comandou o ataque à vila Bogoro, no Congo. Ele foi denunciado pelo crime junto com o também congolês Mathieu Ngudjolo Chui, mas este acabou absolvido em dezembro de 2012. Na ocasião, a 2ª Câmara de Julgamento do tribunal, a mesma que agora condenou Katanga, considerou que a Promotoria não havia conseguido juntar provas suficientes contra Chui. Ao decidir, os juízes explicaram que a absolvição não significava que o acusado era inocente, mas que ele não poderia ser punido porque havia dúvidas sobre sua participação nos crimes.
O Tribunal Penal Internacional, por meio da sua Promotoria, investiga desde 2004 crimes cometidos durante conflitos no Congo. Além de Chui e Katanga, a corte já julgou e condenou Thomas Lubanga Dyilo a 14 anos de prisão por alistar crianças para lutar em disputas étnicas. Dyilo foi o primeiro réu julgado pelo TPI e marcou a primeira década de vida do tribunal.

Faculdades nos EEUU gastam US$ 2 mi para contratar juizes

Um grupo de faculdades de Direito dos EUA investiu quase 2 milhões de dólares, em 2012, com a contratação de juízes renomados para lecionar ou fazer palestras. A contratação dos magistrados traz mais prestígio e isso aumenta o interesse dos estudantes, estimula os doadores e impressiona os organizadores do ranking de melhores faculdades de Direito do país.
Para chegar a esse cálculo, a publicação The National Law Journalexaminou as declarações financeiras de 2012, as últimas disponíveis até agora, de 257 juízes de tribunais de recursos dos EUA, de um quadro de 258 juízes  a declaração de um juiz não foi liberada pelo Judiciário, por razões ainda não esclarecidas.
Ao todo, 57 juízes lecionaram em faculdades de Direito. Cinco juízes, entre os considerados com “sênior”, ganharam mais de US$ 100 mil para lecionar um semestre completo nas faculdades. O campeão de renda extrajudicial, foi o juiz Douglas Ginsburg, que ganhou US$ 277.906 para lecionar um semestre na Faculdade de Direito da Universidade de Nova York (NYU). A mesma faculdade pagou US$ 190.528 ao juiz Harry Edwards, também para lecionar um semestre.
Os juízes com “status sênior” não estão sujeitos ao limite que a lei impõe aos ganhos extrajudiciais dos juízes em plena atividade, que é de 26.955 dólares — excetuadas rendas extras derivadas do cargo e “royalties” de publicações. O limite objetiva impedir que os juízes dediquem muito tempo a atividades fora dos tribunais, o que poderia prejudicar seu trabalho.
Esse não é um problema dos juízes com “status sênior”, porque eles têm muito mais tempo para atividades fora dos tribunais. Esses juízes são considerados “semi-aposentados”, porque já atingiram a idade mínima de 65 anos e já ocuparam o cargo em um tribunal federal por pelo menos 15 anos (para cada ano adicional na idade, um ano é diminuído no tempo de serviço). Nesse caso, os juízes “sênior” podem optar por uma carga de trabalho reduzida, sempre bem menor do que os demais em plena atividade.
Alguns juízes preferem abrir mão da “semi-aposentadoria” e continuar trabalhando em tempo integral. No caso dos juízes renomados, “juristas notáveis e professores de Direito”, o convite das faculdades de Direito é sempre uma opção mais atraente. “Eles trazem brilho para a reputação da escola, bem como uma expertise bem mundo real para a sala de aula, em um momento em que os estudantes são pressionados a entrar no mercado de trabalho com habilidades práticas. E, como os juízes dizem, uma renda extra não faz mal a ninguém”, explicou ao jornal um professor da NYU.
Além da NYU, as faculdades que mais investiram na contração de juízes como professores ou palestrantes foram a Faculdade de Direito de Yale, a Faculdade de Direito de Harvard, Faculdade e Direito de Colúmbia e Faculdade de Direito da Universidade de Duke.
O salário de juízes de tribunais federais de recursos nos EUA foi de 184.500 dólares por ano, em 2012. Juízes com “status sênior” ganham o mesmo salário, se mantiverem uma certa carga de trabalho. Do contrário, recebem o salário do ano em que adquiriram o “status sênior”.
Os rendimentos com palestras também variam de acordo com o prestígio do juiz e a faculdade que está pagando. O juiz Alex Kozinski, por exemplo, recebeu, por uma palestra, 2,5 mil dólares da Faculdade de Direito da Universidade do Estado da Geórgia, 3 mil dólares da Faculdade de Direito Flórida Coastal, 5 mil dólares da Faculdade de Direito da Universidade de Miami e 10 mil dólares da Faculdade de Direito Northwestern. É comum juízes fazerem palestras também em seccionais da American Bar Association (ABA, a ordem dos advogados dos EUA) e em outras entidades.
Os juízes são contratados, na maioria das vezes, como professores adjuntos  um arranjo comum para juízes, advogados e promotores que não ensinam em tempo integral. São remunerados como os professores não juízes, entre 1,5 mil e 3,5 mil dólares por crédito, dependendo da faculdade. “A contratação de juízes é custo-eficiente para a faculdade”, disse ao jornal a professora da Faculdade de Direito Vanderbilt, Tracey George. “Eles trazem conhecimentos fundamentais, da prática cotidiana, para a sala de aula. Muitos alunos desenvolvem relacionamentos e conseguem empregos em tribunais, o que é ótimo para a faculdade. Mas, acima de tudo, os juízes têm status”, ela declarou.
Alguns juízes têm rendas extras a declarar, que vêm de fontes menos convencionais. O juiz Stephen Trott, por exemplo, declarou o recebimento de 2 mil dólares por suas participações nas apresentações do The Highwaymen, um grupo folclórico, no qual ele toca desde os anos 50.  

Brasileira é suspeita em caso de corpo enviado pelo correio no Japão

A polícia japonesa investiga o caso de uma enfermeira cujo cadáver foi enviado de Osaka para Tóquio por um serviço de entrega expressa.
O corpo de Rika Okada, de 29 anos, percorreu cerca de 400 quilômetros e foi descoberto em uma caixa de papelão de dois metros. No formulário de entrega, o conteúdo da encomenda foi descrito como sendo uma "boneca".
A caixa estava dentro de um contêiner alugado – espaços muito usados por japoneses como garagem ou depósito – na cidade de Hachioji, subúrbio da capital japonesa.
Mas a "encomenda" foi entregue primeiramente em um apartamento, alugado em nome de uma brasileira, cuja identidade não foi divulgada pela polícia.
Os investigadores suspeitam que a jovem e uma chinesa possam estar envolvidas em um possível assassinato de Rika. As duas viajaram no começo deste mês para Xangai, na China, e não retornaram ao país.
A brasileira se entregou nesta terça-feira ao Consulado Geral do Japão em Xangai. A polícia do Japão havia solicitado sua extradição porque ela teria viajado com um passaporte japonês falso, informou a Fuji TV.
Além do documento, a polícia suspeita que a brasileira tenha utilizado os cartões de crédito de Rika. O valor total dos gastos passa de US$ 10 mil (mais de R4 22 mil).
A empresa transportadora disse que o pacote foi enviado de Osaka em nome de Rika.
Segundo divulgou a polícia, o depósito onde estava o corpo foi alugado também em nome da japonesa morta e pago com o cartão de crédito dela.
Os investigadores descobriram mais de uma dezena de perfurações em seu corpo, possivelmente feitas com uma faca, mas não encontrou ferimentos defensivos nos braços, segundo a imprensa local.

Caso complicado

O caso teve início com o desaparecimento da enfermeira, há dois meses. No dia 21 de março, ela não apareceu mais ao hospital onde trabalhava.
A mãe também não conseguiu entrar mais em contato com sua filha, mas só resolveu procurá-la agora, dois meses depois. Quando foi ao apartamento onde Rika morava sozinha, em Osaka, encontrou manchas de sangue.
Pouco antes do desaparecimento, ela tinha escrito em sua página no Facebook que estava indo se encontrar com uma amiga que não via havia muitos anos.
A brasileira e a japonesa teriam estudado juntas em um colégio de Osaka. Pelo teor da mensagem postada na rede social, Rika estava ansiosa e contente pelo reencontro.
Segundo o jornal Sankei, o pai da brasileira disse que a filha saiu de casa depois de uma briga, há três anos, e nunca mais entrou em contato. "Eu nem sabia que ela estava morando em Tóquio", declarou ao jornal.