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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Unesco aceita Palestina como membro pleno da instituição

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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Atualizado às 10h57.
A Unesco, agência cultural da ONU (Organização das Nações Unidas), decidiu nesta segunda-feira admitir a entrada da Palestina como membro total no órgão, mesmo com opositores afirmando que isso poderia ameaçar os esforços de paz na região.
"A Conferência Geral decidiu pela admissão da Palestina como membro de pleno direito na Unesco", anunciou a secretária-geral da 36ª Conferência.
A resolução foi aprovada com 107 votos a favor e 52 abstenções. Foram contra 14 membros, entre eles Estados Unidos, Israel, Canadá e Alemanha. Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul e França votaram a favor. O Reino Unido se absteve da votação.
"Esta votação vai apagar uma pequena parte da injustiça cometida contra o povo palestino", afirmou o ministro das Relações Exteriores palestino, Riyad al-Malki.
Para conceder o status de Estado-membro à Palestina, a Unesco necessitava do voto afirmativo de dois terços dos 193 países representados na votação.
A condição anterior dos palestinos era de membro observador. A solicitação de mudança de status é parte da batalha diplomática empreendida pelo povo árabe para que sejam reconhecidos como Estado, o que culminaria em sua tentativa de ingressar na ONU.
A agência é a primeira da organização em que os palestinos buscaram integração como membro total desde que o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, entrou com o pedido de assento na ONU, em 23 de setembro.

Mike Segar - 23.set.11/Reuters
Presidente de Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, mostra cópia de pedido de adesão à ONU em setembro
Presidente de Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, mostra cópia de pedido de adesão à ONU em setembro
Os EUA já disseram que vetariam a reivindicação palestina na ONU e também são os principais opositores, com Israel, aos pedidos de que os palestinos sejam membros totais de outros órgãos.
A admissão representa uma vitória moral aos palestinos na tentativa de obter a condição de membro pleno da ONU, mas pode ter um grande custo para a Unesco.
Dentro da lei americana, a entrada dos palestinos na Unesco levaria a um corte no financiamento proveniente dos EUA, cuja contribuição representa 22% da verba total da agência, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, havia alertado no início do mês que a contribuição poderia ser suspensa.
"Eu incitaria o conselho executivo da Unesco a repensar antes de prosseguir com esse voto, porque a decisão sobre o status [da Palestina] precisa ser tomada nas Nações Unidas e não em um de seus grupos auxiliares", disse Hillary na ocasião.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Brasil 'tem oportunidade' de passar da abstenção à ação, diz embaixador dos EUA


FÁBIO BRANDT
DE BRASÍLIA
O embaixador do Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, disse nesta quarta-feira (26) que "o Brasil tem a oportunidade de tomar passos importantes e de passar de um país que se abstenha para um país que atua". Shannon se referiu às recentes abstenções brasileiras na ONU sobre conflitos na Líbia e na Síria.
O diplomata falou sobre o assunto no programa "Poder e Política - Entrevista" conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília. O projeto é uma parceria do UOL e da Folha.
Sobre a vontade do Brasil de se tornar membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, Shannon disse que o país faz parte de um grupo de países que têm capacidade de "atuar no mundo". Mas ressalvou que "o processo de reformar o Conselho [de Segurança da ONU] e determinar os novos integrantes ou membros do Conselho não é tanto uma troca transacional, como [também] um processo de reconhecer poder, o poder no mundo".
O americano concedeu a entrevista em português. Entre outros assuntos, falou sobre as mortes de Muamar Gaddafi e Osama bin Laden. Também respondeu sobre a extinção do visto de entrada nos EUA para brasileiros e sobre as relações comerciais entre os dois países.
A seguir, trechos em vídeo da entrevista de Thomas Shannon. Mais abaixo, vídeo com a íntegra da entrevista. A transcrição está disponível em texto.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Notícias de 24 de outubro de 2011

Kirchner conquista vitória arrasadora nas presidenciais argentinas

Comentários 2

Eleições na Argentina

Foto 38 de 40 - 24.out.2011 - Presidente argentina, Cristina Kirchner, sorri após saber o resultado das eleições presidenciais em Buenos Aires. Os primeiros resultados oficiais de domingo (23) confirmam que Cristina foi reeleita para mais quatro anos de mandato Mais Marcos Brindicci/Reuters
A presidente argentina, Cristina Kirchner, conquistou uma vitória esmagadora com 53,7% dos votos, após a apuração de 96,7% das urnas, o maior triunfo desde o retorno da democracia em 1983, e dedicou a vitória ao falecido marido, o ex-presidente Néstor Kirchner.
A ampla vitória permite a Cristina Kirchner, 58 anos, uma advogada peronista, manter a maioria no Senado e recuperar o controle da Câmara dos Deputados, perdido nas legislativas de 2009.
"Convoco a unidade, aprofundando um projeto que ajude a melhorar a vida dos 40 milhões de argentinos", afirmou, em um palanque diante da Casa Rosada, diante de uma multidão.
O socialista Hermes Binner, com 17%, foi o segundo mais votado. Critina Kirchner é a primeira mulher reeleita na história do país, para um mandato até 2015, e registrou o maior número de votos desde a redemocratização, superior aos 51% de Raúl Alfonsín em 1983.

A lei argentina consagra presidente o candidato com mais de 45% dos votos ou mais de 40%, mas com vantagem de dez pontos percentuais sobre o segundo colocado. A participação foi de 77% dos quase 29 milhões de eleitores.

Quase quatro horas depois do fechamento dos centros de votação, com apenas 15% das urnas apuradas, a presidente se declarou vitoriosa em um discurso diante de centenas de partidários em um hotel da capital que serviu de quartel general da sua campanha.
A presidente argentina se declarou vitoriosa ao afirmar que "na vitória sempre é preciso ser maior ainda" e ao saudar seu ministro da Economia e companheiro de chapa Amado Boudou como "vice-presidente eleito".

As pesquisas de boca de urna divulgadas pela televisão indicavam a reeleição de Cristina com 55% dos votos.

Atrás de Binner, governador da província de Santa Fé, aparecem o deputado Ricardo Alfonsín (11,1%) e Alberto Rodríguez Saá (7,9%), anunciou o ministro do Interior, Florencio Randazzo.

A vitória arrasadora ocorre dias antes do primeiro aniversário da morte de seu marido Néstor Kirchner (2003-2007).

Eufóricos, militantes governistas saíram às ruas minutos depois do anúncio da reeleição da mandatária pela TV e começaram a agitar bandeiras e a bater bumbos na Praça de Maio, diante da Casa Rosada, sede do governo.

"Somos a gloriosa Juventude Peronista!", cantavam os manifestantes na praça.

Antes de votar em Río Gallegos (2.600 km ao sul de Buenos Aires), onde está enterrado seu marido, a presidente afirmou com lágrimas nos olhos: "Não posso dizer que é um momento de felicidade porque estaria mentindo, também não diria que é de tristeza. Onde ele estiver, deve estar muito feliz com o fato de as pessoas terem ido votar, todas em paz".

A mandatária assumiu o poder e o peronismo depois da morte de seu marido, no dia 27 de outubro do ano passado.

Néstor Kirchner foi quem tirou o país do buraco após a tragédia econômica e social do final do século 20, e renegociou a dívida após o maior calote da história.

A popularidade de Kirchner é apoiada, segundo analistas, na dinâmica da economia, no consumo e nas exportações agrícolas em um país com uma média de 8% de crescimento do produto interno bruto desde 2003.

Outra política dos Kirchner foi promover os julgamentos por crimes na ditadura (1976-1983) com 244 militares e policiais condenados e outros 800 que aguardam sentença.

"A razão da vitória é simples: 60% dos argentinos estão bem e dos 40% restantes que estão mal, a metade é peronista", disse à AFP o sociólogo Jorge Giacobbe, diretor da consultoria de mesmo nome e ex-assessor da Transparência Internacional.

Giaccobe disse que outros motivos são "a inexistência de oposição e a comprovação de que os meios de comunicação opositores (majoritários) não incomodam Kirchner".

Durante sua campanha, Kirchner ressaltou a redução dos níveis de pobreza, que hoje chega a 8,3% (2 milhões de pessoas nas 31 principais cidades do país).

Kirchner já tinha obtido 50,7% dos votos nas primárias obrigatórias de 14 de agosto.

Quase 29 milhões de argentinos estavam habilitados a votar nestas eleições, em que também foram renovados a metade da Câmara dos Deputados, um terço do Senado e foram eleitos nove governadores.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Kaddafi assassinado... eu disse isso à vocês! Em Abril! Leiam de novo!

Revista Jurídica Consulex nº 342
Direito Internacional
Arquivo pessoalRui Aurélio de Lacerda Badaró
Doutorando em Direito Internacional pela University of California, San Francisco (UCSF). Mestre em Direito Internacional pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). DEA em Direito Internacional, Europeu e Comparado, pela Universidade Paris 1 – Sorbonne Panthéon. Professor do Curso de Pós-Graduação em Direito Internacional da Escola Paulista de Direito (EPD). Coordenador do Curso de Direito da Faculdade de Direito e Administração de São Roque. Diretor da Academia Brasileira de Direito Internacional. Membro da Sociedade Brasileira de Direito Internacional (SBDI) e da ILA – Ramo brasileiro.
15/4/2011

ATAQUE À LÍBIA • O EMBUSTE

Em pleno século XXI – Era Digital, da sociedade da informação e da exaltação dos direitos humanos –, observa-se que a democracia, a justiça, a liberdade e o mínimo de bem-estar representam um sonho longíquo. Os ataques à Líbia denotam a vontade dos Estados Unidos e aliados (França e Grã-Bretanha) de pôr sob controle o Mediterrâneo, todo o Golfo e, por extensão, a África. Desoladoras são as previsões para os países do Magreb e Mashrek, Tunísia, Líbia e Egito, passando pelo Iêmem e Bahrein.
É claro o esforço empreendido pelos Estados Unidos, no intuito de maquiar sua vocação neocolonial e imperialista, sob o hábito de mais uma intervenção humanitária. Evidente que a defesa dos direitos humanos e garantia da paz e segurança internacionais não passam de retórica. Os flagrantes achaques ao conteúdo da Carta de São Francisco e o oportunismo presente no uso do Conselho de Segurança das Nações Unidas provam a irreprimível sede de poder.
Lembro-me, como hoje, da agressão da OTAN contra a Sérvia, em 1999, tão desejada pelo Chefe de Estado norte-americano, para a “libertação” do Kosovo. Uma “verdadeira” intervenção humanitária! Resultado: um massacre de milhares de inocentes. Ao ler a Resolução nº 1.973, de 17 de março de 2011, do Conselho de Segurança, que decidiu sobre a “zona de interdição de voo” contra a Líbia, encontra-se violação gravíssima à Carta das Nações Unidas, bem como ao Direito Internacional geral.
A violação em questão é do Artigo 2, item 7, da Carta, que prescreve: “Nenhuma disposição do presente Estatuto autoriza as Nações Unidas a intervirem em questões que pertencem à competência interna de um Estado”. Indis­cutível que a “guerra civil”, de competência interna da Líbia, não é um fato de que o Conselho de Segurança possa se ocupar militarmente. Assim, estuda-se na doutrina jusinternacionalista; assim escuta-se nos discursos da ONU; assim depreende-se das inúmeras decisões da Corte Internacional de Justiça.
Se não bastasse isso, o Artigo 39 da Carta de São Francisco enuncia que o Conselho de Segurança poderá autorizar a utilização da força militar somente após se ter verificado a existência de ameaça internacional à paz, violação da paz ou ato de agressão (da parte de um Estado contra outro).
Eis uma segunda razão, absoluta, que torna, conforme a lição do eminente Professor da Universidade de Florença, Danilo Zolo, “criminoso o massacre de pessoas inocentes que os voluntaristas aliados europeus e os Estados Unidos fazem na Líbia”. Ora, não há qualquer sentido em servir-se – como é feito, em várias passagens, pela Resolução nº 1.973/11 – da dita “responsabilidade de proteger” (responsability to protect).
Trata-se [a “responsabilidade de proteger”] de instituto criado (!?!?!) pela muito contestada Resolução nº 1.674, a qual prevê que, em caso de violação grave e confirmada dos direitos humanos por parte de um Estado, o Conselho de Segurança – sustenta-se – poderá declarar que se trata de ameaça à paz e à segurança internacionais. E, assim, adotar todas as medidas militares que julgar oportunas!!
Desnecessário promover uma tese para argumentar que o Conselho de Segurança não é competente para dar origem a novas normas de Direito Internacional. E também é cristalino e de fácil entendimento que a “guerra civil” interna na Líbia não representava e não representa uma ameaça à paz e à segurança internacionais, como de resto cinco membros do Conselho de Segurança (Alemanha, Rússia, Índia, China e Brasil) sustentaram implicitamente, quando se recusaram a votar a favor da resolução!
Além disso, os mesmos membros do Conselho de Segurança lastimaram a agressão (no sentido estrito do Direito Internacional) que França, Grã-Bretanha e Estados Unidos desencadearam contra a população líbia, em nome da “vigilância sobre os direitos humanos”. Da mesma maneira que a Liga Árabe sustentou ser seu objetivo “salvar os civis e não matar outros”. Outras vias para solução pacífica desta controvérsia (interna) poderiam ter sido adotadas. Não ocorreu.
Até há pouco tempo, convenci-me de que os Estados Unidos haviam mudado, graças à chegada do Presidente Barack Obama ao poder. Todavia, a continuidade da guerra no Afeganistão, a aquiescência sobre o desastre do povo palestino, o pseudoencerramento de Guantánamo e, agora, os ataques à Líbia provam-me o contrário. Sem contar o encontro, em prol dos direitos humanos, de Kaddafi com Obama, na ONU, em 2009, ou a medalha recebida das mãos de Sarkozy. Sim! Tudo a propósito de direitos humanos!!
Não ocorreram mudanças no estratagema de hegemonia dos Estados Unidos e, no caso do povo líbio, a guerra não cessará enquanto Kaddafi não for feito prisioneiro ou morto (lembram-se de Saddam Hussein?). Fácil prever também que, finda a guerra, os Estados Unidos exercerão seu poder para controlar a Líbia, a pretexto de garantir a “democracia” naquele país. Enquanto isso, explora seus fartos recursos energéticos...
Eis a política do Direito Internacional atual. Costumeiro ou convencional, possui uma dualidade: suas regras às vezes são aplicadas, às vezes não. E o fato é que sua aplicação está condicionada a uma decisão de ordem política, e não jurídica. Como já afirmei outrora: commitas gentium (cortesia/interesse [econômico] internacional).

PESQUISADORES DEBATEM A EFETIVIDADE DO DIREITO INTERNACIONAL

Importante evento na área do Direito Internacional reuniu no Palácio do Itamaraty, em Brasília, pesquisadores das mais variadas instituições de ensino superior do País e do exterior, acadêmicos de Direito, autoridades da República e personalidades da sociedade civil. Ressalte-se a participação do UNICEUB como universidade sede do Congresso Brasileiro de Direito Internacional e, também, palco do Encontro, bem como de representantes da equipe editorial Consulex, que prestigiaram o evento a convite dos seus organizadores. Em sua nona edição, o Congresso foi permeado pelo ideal de muitas vidas na construção de uma identidade de pensar idealista, humanista e universalista, nas palavras do Professor Doutor Wagner Menezes, Coordenador-Geral, oportunidade em que se fez justa homenagem ao Jurista Antonio Paulo Cachapuz de Medeiros, o qual proferiu brilhante Conferência de Abertura.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Posição de Luis Roberto Barroso sobre vários assuntos...

Luís Roberto Barroso visita a redação de Migalhas
Recebemos nesta manhã o jurista Luís Roberto Barroso. Veja abaixo alguns dos tópicos que foram conversados.
  • Judicialização
  • Constituinte exclusiva para reforma política
  • Julgamentos no STF
  • Indicação de ministros para o STF
  • CNJ
  • Caso Battisti
_______________









Esta matéria foi colocada no ar originalmente em 13 de outubro de 2011.
ISSN 1983-392X

Relembrando o CASO BATTISTI de A a Z

O caso que será julgado pela 20ª vara Federal.
Clique aqui e veja a íntegra da ACP.
  • Processo : 54466-75.2011.4.01.3400
________________
  • 22/6/11 - Autorizada permanência de Battisti no Brasil - clique aqui.
  • 9/6/11 - STF concede liberdade a Cesare Battisti - clique aqui.
  • 17/5/11 - Ministro Gilmar Mendes mantém prisão de Cesare Battisti - clique aqui.
  • 14/5/11 - Advogados pedem ao STF liberação de Battisti e processo é distribuído para ministro errado – clique aqui.
  • 7/2/11 - Defesa de Battisti apresenta recurso contra a decisão que negou sua soltura - clique aqui.
  • 4/2/11 - Senado - Suplicy lê carta na qual Cesare Battisti diz que nunca matou ou feriu alguém - clique aqui.
  • 29/1/11 - Em carta à Itália, Dilma defende legitimidade de decisão pela permanência de Battisti no Brasil - clique aqui.
  • 19/1/11 - STF - Battisti poderá ser extraditado se decreto presidencial contrariar tratado - clique aqui.
  • 10/1/11 - Caso Battisti tem desdobramentos - clique aqui.
  • 7/1/11 - Advogado Luís Roberto Barroso acredita que negação de soltura a Battisti constitui uma espécie de golpe de Estado - clique aqui.
  • 7/1/11 - Presidente do STF rejeita petição para soltar Battisti e remete processo ao relator - clique aqui.
  • 5/1/11 - STF manda desarquivar processo de extradição de Cesare Battisti - clique aqui.
  • 4/1/11 - Jurista Dalmo de Abreu Dallari defende soltura de Battisti - clique aqui.
  • 4/1/11 - Cópia da petição apresentada pelos advogados de Battisti ao STF, solicitando a soltura do italiano - clique aqui.
  • 3/1/11 - Defesa de Battisti entra no STF com pedido de soltura do italiano - clique aqui.
  • 3/1/11 - Lula nega extradição de Cesare Battisti - clique aqui.
  • 7/12/10 - Advogado de Cesare Battisti esclarece acusações feitas em matéria publicada pela Revista Veja - clique aqui.
  • 5/5/10 - Supremo comunica MJ e MRE sobre decisão que manda extraditar Cesare Battisti - clique aqui.
  • 17/4/10 - Publicado acórdão do julgamento da extradição de Cesare Battisti - clique aqui.
  • 17/12/09 - Seção de notícias do site do STF informa : "Plenário retifica proclamação de resultado do caso Battisti e esclarece que presidente deve observar o tratado Brasil-Itália" - clique aqui.
  • 19/11/09 - STF autoriza extradição e diz que presidente da República decide sobre entrega de Battisti - clique aqui.
  • 18/11/09 - Defesa de Battisti apresenta último memorial sustentando que a competência final é do presidente - clique aqui.
  • 17/11/09 - Defesa de Battisti apresenta memorial sustentando que a decisão condenatória já foi prescrita - clique aqui.
  • 13/11/09 - Julgamento da extradição de Battisti é suspenso e será desempatado pelo ministro presidente - clique aqui.
  • 12/11/09 - Toffoli confirma que não participará do julgamento de Battisti - clique aqui.
  • 1/10/09 - Reflexões de Luís Roberto Barroso sobre o caso Cesare Battisti - clique aqui.
  • 24/9/09 - Parecer do professor Celso Antônio Bandeira de Mello sobre o caso Battisti - clique aqui.
  • 10/9/09 - Marco Aurélio pede vista e adia julgamento de extradição do italiano Cesare Battisti - clique aqui.
  • 9/9/09 - Relator do pedido de extradição de Battisti considera ilegal a concessão de refúgio ao italiano - clique aqui.
  • 8/9/09 - Suplicy lê carta de escritora francesa em defesa de Cesare Battisti - clique aqui.
  • 8/9/09 - Jurista e professor Paulo Bonavides em defesa ao refúgio concedido a Cesare Batistti - clique aqui.
  • 7/9/09 - STF julga extradição de Cesare Battisti e ações de parlamentares esta semana - clique aqui.
  • 13/8/09 - Tarso Genro: STF deve confirmar refúgio político a Battisti - clique aqui.
  • 12/5/09 - Confira o parecer dado pelo procurador-geral da República no Caso Battisti - clique aqui.
  • 8/5/09 - Luiz Viana Queiroz apresenta parecer sobre caso Battisti - clique aqui.
  • 8/5/09 - A pedido da Itália, ministro Calos Velloso apresenta parecer sobre Caso Battisti - clique aqui.
  • 7/5/09 - Luís Roberto Barroso apresentou três memoriais ao STF em defesa de Cesare Battisti - clique aqui.
  • 5/5/09 - Conselho Federal da OAB começa a discutir o caso Cesare Battisti - clique aqui.
  • 16/4/09 - José Afonso conclui que concessão de refúgio a Battisti é constitucional - clique aqui.
  • 15/4/09 - Luís Roberto Barroso assume caso Battisti - clique aqui.
  • 13/3/09 - Chega ao Supremo parecer da PGR pela manutenção da prisão de Battisti - clique aqui.
  • 6/3/09 - Comissão do Senado aprova convocação de Tarso para dar explicações sobre caso Battisti - clique aqui.
  • 27/2/09 - Senador Eduardo Suplicy lê no Supremo carta encaminhada por Battisti em que declara não ser culpado pelos homicídios - clique aqui.
  • 17/2/09 - Italianos dizem que caso Battisti não afetará relação com Brasil – clique aqui.
  • 10/2/09 - Itália questiona refúgio concedido a Battisti e entra com MS no STF contra ato de Tarso Genro - clique aqui.
  • 30/1/09 - Itália tem cinco dias para se manifestar sobre pedido de liberdade de Cesare Battisti - clique aqui.
  • 30/1/09 - Carta ao STF - Caso Battisti - clique aqui.
  • 27/1/09 - Itália chama embaixador no Brasil para consultas por causa de Caso Battisti – clique aqui.
  • 27/1/09 - Chega ao Supremo parecer da PGR na Extradição do italiano Cesare Battisti - clique aqui.
  • 25/1/09 - Governo da Itália quer ser ouvido sobre pedido de liberdade de Cesare Battisti - clique aqui.
  • 22/1/09 - MJ recebe documento com cerca de 90 assinaturas em apoio ao refúgio concedido ao italiano Cesare Battisti - clique aqui.
  • 17/1/09 - STF pede parecer do MP antes de julgar caso de Cesare Battisti - clique aqui.
  • 14/1/09 - Tarso Genro aprova refúgio do escritor italiano Cesare Battisti - clique aqui.
  • 3/4/08 - Cesare Battisti não cometeu crime político e deve ser extraditado, diz PGR - clique aqui.
  • 27/11/07 - Câmara Municipal de Ribeirão Preto externa solidariedade ao italiano Cesare Battisti em requerimento ao STF - clique aqui.
Leia mais - Artigos
  • 2/3/11 - O caso Cesare Battisti - clique aqui.
  • 24/1/11 - Caso Battisti: Fla-Flu jurídico interminável - clique aqui.
  • 20/1/11 - Battisti e o Direito brasileiro - clique aqui.
  • 17/1/11 - Caso Battisti: Eureka! Agora tudo tem lógica! - clique aqui.
  • 10/1/11 - O Brasil poderia ser levado à Corte da Haia como resultado do Caso Battisti? - clique aqui.
  • 6/1/11 - Crime Político - Almir Pazzianotto Pinto - clique aqui.
  • 9/10/09 - Sobre o caso Battisti - Daniella Buzaid Fleury – clique aqui.
  • 21/9/09 - Banditismo social - Almir Pazzianotto Pinto – clique aqui.
  • 16/6/09 - Dançarinas e juristas - Luís Roberto Barroso – clique aqui.
  • 15/6/09 - O refúgio da prepotência política (ou vice-versa) - Flávio Bauer Novelli – clique aqui.
  • 1/4/9 - Jeitinho brasiliano - Leandro Nalini – clique aqui.
  • 5/3/09 - Supremo requer processo de refúgio: outra reviravolta? - Gustavo Pamplona – clique aqui.
  • 19/2/09 - STF e Battisti: novos e antigos debates - Gustavo Pamplona – clique aqui.
  • 3/2/09 - A politização do caso Cesare Battisti - Francisco Cesar Pinheiro Rodrigues – clique aqui.
  • 3/2/09 - Battisti, o expulsável - Caio Leonardo Bessa Rodrigues – clique aqui.
  • 29/1/09 - Refúgio ilegitimamente concedido, extradição possível - Flávio Bauer Novelli – clique aqui.
  • 29/1/09 - O caso Cesare Battisti - Almir Pazzianotto Pinto – clique aqui.
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Leia mais - Notícias

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Japão vai contestar elevação de IPI para carro

DE SÃO PAULO
O Japão vai contestar a elevação de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros importados na OMC (Organização Mundial do Comércio) nesta sexta-feira, segundo o "Valor Econômico".
De acordo com o jornal, a ofensiva contra a medida para proteger a indústria nacional vai começar pelo Comitê de Acesso ao Mercado, que periodicamente examina novas barreiras comerciais.
Após alta do IPI, carros da Kia sobem até 14%; veja nova tabela
Vendas de carros de marcas sem fábrica no país dobram no ano
Estoque de veículos cai, mas ainda equivale a 36 dias de vendas
No dia 15 de setembro, o governo federal anunciou a elevação de 30 pontos percentuais nas alíquotas de IPI para veículos que tenham menos de 65% de conteúdo nacional. Antes, o tributo variava de 7% a 25% e, com a medida, passou para 37% a 55%.
As montadoras instaladas no país, vale lembrar, respondem por mais de 75% dos carros importados, mas apenas uma pequena parte desses veículos terá aumento de preço devido à elevação na alíquota do imposto.
Já a empresa importadora da coreana Kia Motors anunciou que foi "obrigada" a reajustar os preços de dez modelos que vende atualmente no Brasil por causa do aumento de IPI. O acréscimo médio foi de 8,41%, mas uma das versões do Picanto, por exemplo, subiu 14,33%, de R$ 34.900 para R$ 39.900.
ESTOQUES
Apesar da medida, os estoques de veículos ainda equivaliam a 36 dias de vendas em setembro, apenas um a menos do que o período registrado em agosto, de acordo com a Anfavea (associação das montadoras com fábrica no Brasil). O patamar alto foi um dos motivos que levou o governo federal a elevar a alíquota de IPI.
Com as férias coletivas concedidas pelas montadoras para tentar reduzir esse patamar, a produção de veículos montados em setembro no Brasil recuou 19,7% na comparação com o mês anterior e 6,2% ante igual período no ano passado.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Procuradoria questiona visto e pede deportação de Battisti

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DE SÃO PAULO
Atualizado às 15h59.
O Ministério Público Federal no Distrito Federal pede, em uma ação civil pública, a anulação da concessão do visto de permanência no Brasil ao italiano Cesare Battisti e a sua consequente deportação. O caso será julgado pela 20ª Vara Federal.
Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando militava no grupo de extrema-esquerda PAC (Proletários Armados pelo Comunismo). Ele nega as acusações e afirma sofrer perseguição política.
Governo concede visto de permanência a Cesare Battisti
A Procuradoria alega que o ato de concessão do visto ao italiano é ilegal e contraria "expressamente" o Estatuto do Estrangeiro --de acordo com a lei, é proibida a concessão de visto a estrangeiro condenado ou processado em outro país por crime doloso, passível de extradição segundo a lei brasileira.
Fernando Bizerra Jr. - 09.jun.2011/Efe
Procuradoria questiona visto e pede deportação de Cesare Battisti
Procuradoria questiona visto e pede deportação de Cesare Battisti
Segundo o procurador Hélio Heringer, ao analisar o processo de extradição de Battisti, o STF (Supremo Tribunal Federal) concluiu que os delitos cometidos pelo italiano têm natureza comum, e não política. São, portanto, passíveis de extradição, segundo a Constituição brasileira.
Na mesma decisão, porém, o STF decidiu que cabe ao chefe do Poder Executivo, em ato político, a palavra final quanto à entrega do estrangeiro reclamado. No caso de Battisti, o ex-presidente Lula decidiu, no último dia de seu governo, pela não extradição do italiano.
Para Heringer, a decisão política do ex-presidente não muda a natureza dos crimes imputados a Battisti. "Tal competência é exclusiva do STF e foi exercida para declarar os crimes praticados como sujeitos à extradição. Desse modo, sendo os crimes dolosos e sujeitos à extradição segundo a lei brasileira, não há que ser concedido visto de estrangeiro a Cesare Battisti."
DEPORTAÇÃO
O procurador destacou que não se cogita a hipótese de entregar Battisti à Itália, país de sua nacionalidade, o que, indiretamente, violaria decisão do ex-presidente da República.
O Ministério Público defende, segundo o procurador, a deportação do italiano para o país de procedência --França ou México, onde Battisti viveu antes de mudar para o Brasil-- ou para outro país que concorde em recebê-lo.
OUTRO LADO
O advogado de Battisti, Luiz Eduardo Greenhalgh, afirmou à reportagem que ainda não foi informado sobre a ação, mas que, assim que for intimado, fará a contestação.
A defesa, no entanto, destacou que o visto de permanência no Brasil ao italiano é legal.