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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Previdência Social e Eleições 2010 - o silêncio absoluto

Compartilho com todos o texto da Dra. Camile De Luca Badaró, importante reflexão a ser feita por todos neste momento de eleições presidenciais.

A Dra. Camile é advogada do DEADV Assessoria e Consultoria Jurídica em Sorocaba-SP.  Cursou Direito na PUC-RS, em Porto Alegre e pós-graduanda em Direito do trabalho. Foi Consultora do PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e Consultora da UNESCO - Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura. 
 
Parabéns Dra. Camile, pela reflexão, ousada e pontual, sobre temática espinhosa e pouco explorada. Restam aqui, minhas homenagens!










 Notícia publicada na edição de 29/10/2010 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 2 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
 
Ao longo dos anos, em virtude de políticas neoliberais, o povo sofreu sucessivos prejuízos com a modificação da legislação previd enciária

A previdência social não foi tema em nenhum dos debates entre os presidenciáveis, nem no primeiro, nem no segundo turno. Por que será? Alguém saberia responder por que esse assunto tão relevante e de interesse de todos os cidadãos foi abolido das plataformas eleitorais? Arriscarei um palpite: a previdência social, ou seja, a menina dos olhos dos governos do passado, presente e futuro, por representar seu “arrimo”, sustentando os mais diversos setores “estratégicos”, não deve ficar sob os holofotes. Sim, porque afinal, como sempre afirmaram os diversos Ministros da Previdência ao longo dos anos, ela é deficitária.

Pura Balela! Conversa para enganar o povo, para justificar os desvios de dinheiro que deveria ser utilizado para custear as aposentadorias e demais benefícios previdenciários e assistenciais dos quais os cidadãos têm direito. Aliás, não só os brasileiros, pois o que muitos não sabem é que estrangeiros regularmente residentes no Brasil também são amparados pelos benefícios da Previdência Social, tendo em vista os acordos internacionais firmados neste sentido.

Em oposição ao cenário brasileiro descrito, observa-se, na França, em virtude da aprovação da lei que eleva a idade mínima para aposentadoria de 60 para 62 anos, uma intensa manifestação popular (passeatas, paralisações...) justamente por ter esse único requisito alterado para que possam fazer jus ao benefício previdenciário. Com isso, eis que a popularidade de Sarkozy e demais membros do governo automaticamente desabou para menos de 40%, sendo o menor índice de aprovação de um Presidente na história francesa.

De volta ao Brasil, observa-se claramente um desmonte da Previdência Social. Ao longo dos anos, em virtude de políticas neoliberais, o povo sofreu sucessivos prejuízos com a modificação da legislação previdenciária por meio de Medidas Provisórias, atos arbitrários do Presidente da República e, finalmente, com a aprovação das emendas constitucionais 20/1998 e 41/2003. Neste cenário de desmanche, nota-se que as manifestações populares contra as mudanças sempre foram tímidas e isoladas. O povo jamais demonstrou efetivamente seu descontentamento, sendo que a maioria dele, nem mesmo teve e tem conhecimento do que é feito pelos nossos Poderes Executivo e Legislativo.

Apesar da emenda constitucional nº 20/98 ter entrado em vigor apenas em dezembro de 1998, desde o início daquele governo, foram alterados nada menos do que 62 artigos e revogados outros 28 das leis de custeio e benefícios da previdência social. Na sua maior parte essas alterações buscaram antecipar os efeitos da reforma administrativa, restringindo ou dificultando o acesso dos segurados da Previdência, como é o caso da exigência de requisitos mais drásticos para comprovação do tempo de atividade rural; das restrições ao gozo da aposentadoria especial, com revogação da legislação específica de diversas categorias (telefonistas, jornalistas) e edição de regulamento, por decreto, alterando profundamente a legislação vigente; do aumento da carência exigida para gozo do benefício, com encurtamento do prazo para chegar à carência máxima de 180 contribuições em 2011; da obrigatoriedade de contribuição à previdência e extinção do pecúlio para o aposentado que volta ao trabalho dentre outros pontos tão relevantes quanto os aqui apontados.

O governo seguinte, em 2003, manteve a mesma política anterior no que se refere à Previdência Social e com a emenda constitucional 41/2003, trouxe à baila perdas e entraves no processo de concessão dos benefícios previdenciários aos servidores públicos, introduzindo no sistema a contribuição dos servidores inativos, sejam aposentados ou pensionistas.

Agora temos a PEC 223/2008 - reforma tributária, pouco comentada e nada reverenciada pelos candidatos à presidencia. Isso porque, certamente, ela será a pá de cal, o extermínio da Previdência Social e de toda a Seguridade Social. A proposta da reforma preocupa porque a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) passariam a ser arrecadadas pelo novo Imposto sobre o Valor Adicionado Federal (IVA -F), ou seja, deixaria de existir o conceito de orçamento da Seguridade Social, previsto em nossa Carta Magna. Os valores arrecadados irão todos para o mesmo baú de onde a Seguridade Social terá que concorrer com outras áreas para, por exemplo, poder pagar os benefícios aos segurados. Trata-se de uma reforma inoportuna, inadequada e temerária, portanto. Assim, é uma falácia dizer que esta reforma é construtivista e neutra em relação à Seguridade Social, pois ela desmonta a proteção social criada e fragiliza a Previdência.

Alerta-se, ainda, não ser admissível destruir o que foi construído pela Constituição Federal de 1988, ou seja, o destaque à área social e a garantia às fontes exclusivas de financiamento. No próximo dia 31 de outubro, ponderemos nosso voto de confiança, muito embora, como vimos, qualquer candidato que se eleger dificilmente mudará a atual política de desmonte da previdência social e sua conseqüente privatização (experiência já vivida por alguns países da América Latina de modo desastroso, como é o caso do Chile).
Não esqueça! Não basta votar para exercer a cidadania, é preciso acompanhar o cenário político do país diariamente, para que os seus direitos não sejam extirpados debaixo do seu próprio nariz.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

DE QUEM É A CULPA?

Para reflexão. Encaminho o excelente texto de meu padrinho, amigo e mestre Dr. Milton Zuanazzi. 
Abraços
Rui




Quando era pequeno havia, em minha cidadezinha no interior do Rio Grande do Sul, os “Práticos Protéticos” que, em geral cuidavam de extrair nossos dentes e obturá-los usando brocas movidas a pedal. Quando chegaram os primeiros dentistas, os “Práticos” foram impedidos de exercerem a odontologia.
Um irmão de meu avô, o Tio Armando era curandeiro lá pelos idos dos anos 60 e 70, ou “Curandor” na língua própria daqueles fundões do Rio Grande. Usava ervas e dietas para suas curas. Em pleno final do século XX, ele já falecido há anos, fui testemunha, na localidade de São Pedro, interior da Palmeira das Missões, de uma dezena de pessoas, que sabedores da presença de um parente do “Zuanásio” (uma corruptela de Zuanazzi) , vieram relatar-me suas curas, inclusive de gente considerada desenganada pelos médicos.
Depois que os médicos e a medicina instalaram-se nas cidades, os curandeiros foram expulsos e até perseguidos, em nome da técnica e da ciência.
Uma vez uma figura de minha cidade abriu um escritório de advocacia. Sabia-se que estudara Direito em Passo Fundo, mas ninguém sabia de formatura ou exames da OAB. Advogou durante anos, e brilhantemente. Depois de um longo tempo, a descoberta: o “Dr. Sóla” não era Advogado e sequer Bacharel em Direito
Assim, durante o século passado,  a ciência e a técnica, paulatinamente, os leigos foram sendo substituídos pelos homens   de diploma.                                                                                  
Em todas as profissões, digo todas o poder das categorias constituídas foram sendo institucionalizados e, o mais significativo, cumpridos em suas éticas e determinações.
Ninguém, desde então pode exercer qualquer profissão à sombra do Estado, em especial aceito pelo Estado, como uma única exceção: A Engenharia!
Após a tragédia do acidente com a aeronave da TAM, um Ministro de Estado,  por acaso Advogado, decidiu diminuir o número de pousos e decolagens no aeroporto de Congonhas, contrariando todo um trabalho técnico realizado por Engenheiros Aeronáuticos e de infra-estrutura aeroportuária. Ninguém protestou, exceto um, que hoje, às vezes, escreve alguns textos como esse.
Imaginemos um Ministro, sem qualquer parecer técnico, determinar que um determinado hospital com capacidade para atender 100 pacientes, deverá atender somente 50! Cairia a casa, não?
Uma construção em área de risco, sem qualquer projeto ou norma técnica é mais grave a vida humana que curandeiros a espalharem seus dotes pelo país, ou práticos a cuidarem de nossos dentes, ou pseudo-advogados a realizarem nossas defesas. Nessa mesma linha fica evidente que um aeroporto tem que ser seguro para uma aeronave, sendo seus limites máximos determinados pelos estudos técnicos pertinentes. No entanto nesses casos o Estado age com rapidez e determinação, mas nas moradias em áreas de risco ou irregulares, o Estado tergiversa, esconde-se.
As recentes tragédias no Rio, como de resto em todo o país de tempos em tempos, mostram que as construções irregulares, além de todos os problemas em relação a saúde, mobilidade urbana e até a dignidade cidadã, resulta que trazem sérios riscos de vida a essas pessoas.
Como estamos num país “Sebastianista”,  e em toda a tragédia temos que apontar o culpado,
então, de quem é a culpa? Ora dos Engenheiros é claro!
Aliás, onde eles estão?

Milton Zuanazzi
Engenheiro Mecânico, ex-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Derecho internacional en America Latina - Download do livro AQUI

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Aproveite a oportunidade e faça download do livro Derecho internacional en America Latina do Prof. Dr. Wagner Menezes, da FD-USP.

ico-pdf2.gifDownload

Estratégia para a prova objetiva do Exame da OAB/FGV

Dicas para meus alunos da Unip-Sorocaba, Faculdade de Direito de São Roque -Uniesp e ex-alunos...

Abraços,

Prof. Badaró


A prova objetiva do Exame de Ordem não deve ser enfrentada sem uma prévia reflexão
sobre a estratégia a ser empregada na sua resolução.
Poder-se-ia argumentar que uma prova não precisa propriamente de uma estratégia, basta
conhecer todo o conteúdo que poderá ser solicitado durante sua realização. Mas
certamente ter uma estratégia aumenta as probabilidades de sucesso e potencializa a
aplicação do conhecimento.
Ter uma estratégia dá segurança ao candidato, otimizará a utilização do tempo e,
principalmente, melhorará o resultado final.
Vejamos aqui dicas simples de estratégia para serem usadas na prova do Exame de Ordem.
1 - A ordem de resolução da prova por disciplinas
Primeiramente o candidato deve determinar qual a seqüência de matérias cujo domínio é
mais abrangente. Essa sequência deverá ser obedecida na hora da prova. Localize cada
disciplina e determine a ordem de apresentação. Após isso, estabeleça uma sequência, da
disciplina mais fácil até a mais difícil.
Isso porque é contraproducente fazer a prova seguindo as questões na ordem em que elas
são apresentadas. Resolva primeiro as questões das disciplinas jurídicas que você mais
domina e deixe por último as disciplinas que você julga serem as mais difíceis.
Obedecer essa ordem gera algumas implicações:
1 - Ao resolver primeiro as questões mais fáceis, o cérebro do candidato sofrerá um
desgaste muito menor. Tenham em mente que o desempenho intelectual sofre um
decréscimo após algumas horas de concentração. Sua atenção e capacidade de raciocínio
estarão diferentes após três horas de resolução de prova comparando com a primeira meia
hora de prova. O candidato deve aproveitar o início da prova para ter um excepcional
desempenho nas área de predileção.
2 - Atacando primeiro as disciplinas de sua preferência, com o cérebro descansado, seu
desempenho será otimizado, pois você resolverá essas questões com maior velocidade e
menor desgaste. Na medida em que as disciplinas mais difíceis forem surgindo, seu ânimo
para enfrentá-las será maior do que se você resolvesse a prova seguindo sua sequência
normal, ou de forma aleatória ou mesmo optando logo de início pelas mais difíceis.
3 - Ao enfrentar as disciplinas mais difíceis, o candidato terá sofrido um desgaste menor, já
tendo resolvido parte da prova; exatamente aquela em que ele melhor domina. Logo, a
preocupação em atingir os 50 pontos será menor, deixando-o menos ansioso.
2 - Resolvendo as questões
Ao resolver as questões, deve-se atentar para os seguintes pontos:
1 - O candidato não deve sair riscando a prova indiscriminadamente. Se for marcar uma
assertiva que julga correta, faça apenas um ponto ou uma seta. Deixe aquele "X" apenas
para quando sua convicção quanto a resposta for absoluta. Isso evitará qualquer confusão.
2 - NÃO se deve perder tempo com questão muito difíceis, ou que sua dúvida entre uma ou
outra resposta seja quase insuperável. Deixe as questões dessa natureza para o final,
quando a folha de resposta já estiver preenchida (parcialmente preenchida, por óbvio).
3 - Faça um círculo em torno das seguintes palavras: correta, incorreta, certa, certos,
errada, sim e não. Tais termos permeavam a prova do CESPE e determinavam muitas
vezes o sentido da resposta. Isso pode ocorrer com a FGV. Confundir tais termos leva
inexoravelmente ao erro.
4 - Os termos "sempre", "jamais" e "nunca" quase sempre estão associados com assertivas
cujos enunciados estão errados. Generalizações são perigosas.
3 - A folha de resposta
Assim que se iniciar a última hora da prova, o candidato deve parar tudo que estiver
fazendo e passar as questões já resolvidas para a folha de resposta. Isso é crucial, pois um
erro nesse momento pode ter sérias implicações.
Leve duas canetas para a prova. Uma servirá de "régua", evitando que você marque a letra
errada em uma outra questão, além de "backup" caso a titular se "contunda". Isso é mais
comum do que vocês imaginam. Não subestimem o que um cérebro cansado pode fazer
(inclusive o seu).
O candidato deve ser metódico, calmo e lento nessa hora. A folha de resposta carregará
todo o seu esforço durante meses. Trate-a com o maior carinho.
Preencha a folha mesmo antes de resolver todas as questões. Certamente as que não foram
respondidas são as mais difíceis. Essas podem ficar para o final, pois se terá a certeza de
que o mais importante já está assegurado.
4 - O equilíbrio emocional
O equilíbrio emocional para a prova deve ser buscado a todo momento, antes e durante o
exame, principalmente para evitar prejuízos ao desempenho.
1 - Deixe rigorosamente tudo pronto para o dia 26. Compre com antecedência duas canetas
BIC, da cor PRETA ou AZUL (agora azul pode).
2 - Assegure um sono tranquilo na véspera da prova. Passar a madrugada estudando para
uma prova que só começará às 2 da tarde pode ser uma terrível armadilha. Sentir sono na
hora "H" seria fatal, ainda mais porque o candidato terá de passar o gabarito para a folha
de resposta. Pelo mesmo motivo não estude nada na manhã do domingo. O que você tinha
de aprender já foi aprendido.
3 - Não se deve consumir bebidas alcoólicas na véspera da prova. As razões para isso são
óbvias. Na mesma medida, evite remédios, xaropes ou qualquer substância que entorpeça
a mente. E as razões para isso também são óbvias.
4 - Leve chocolate para a prova. Não só faz com que o cérebro libere endorfinas, que são
calmantes naturais, como proporcionam glicose para a atividade cerebral (o cérebro é o
órgão que mais consome energia), e o chocolate proporciona essa energia de forma muito
rápida. Leve também alguma coisa para beber e chicletes.
5 - Estudar no sábado pode ser bom, mas não estudar pode ser melhor. O candidato deve
refletir sobre sua condição de aprendizado e fazer uma escolha: se estudou bem para a
prova e está seguro de si, é melhor descansar, ir para uma piscina, cinema, namorar, etc,
etc. Se não está tão seguro assim, estudar mais um pouco pode ser reconfortante.
6 - Devem ser feitas duas ou três paradas de 3 minutos cada durante a prova para
descansar um pouco a cabeça. Deve-se fechar os olhos e controlar a respiração. Essa pausa
ajuda a recompor sua capacidade de concentração. Seus efeitos mais que compensam esse
nove minutos perdidos.
5 - Após a prova
Acompanhe a correção e comece a se preparar a) para 2a. fase ou b) para o recurso ou ainda c) para estudar mais um pouco as disciplinas da 1a. fase...

Sucesso!

Autor: Maurício Gieseler de Assis



TESTES DE DIREITO INTERNACIONAL - EXAME DA OAB - ESTUDEM!

1. (OAB/CESPE – 2007.3) A respeito do direito internacional do mar e sua recepção no direito brasileiro,
assinale a opção incorreta.
A A zona contígua brasileira compreende uma faixa que se estende de 12 a 24 milhas marítimas, contadas a
partir das linhas de base que servem para medir a largura do mar territorial.
B Em sua zona econômica exclusiva, o Brasil tem o direito exclusivo de regular a investigação científica marinha.
C É reconhecido aos navios de todas as nacionalidades o direito de passagem inocente no mar territorial
brasileiro.
D O mar territorial brasileiro compreende uma faixa de duzentas milhas marítimas de largura, medidas a partir da
linha de base.
2. (OAB/CESPE – 2007.3) Em razão de sua natureza descentralizada, o direito internacional público
desenvolveu-se no sentido de admitir fontes de direito diferentes daquelas admitidas no direito interno.
Que fonte, entre as listadas a seguir, não pode ser considerada fonte de direito internacional?
A Tratado.
B Decisões de tribunais constitucionais dos estados.
C Costume.
D Princípios gerais de direito.
3. (OAB/CESPE – 2007.3.PR) Assinale a opção correta quanto ao direito dos tratados.
A De acordo com a Convenção de Viena sobre direito dos tratados, um tratado pode proibir expressamente a
formulação de reservas.
B O recurso aos trabalhos preparatórios inclui-se na Regra Geral de Interpretação disposta na Convenção de
Viena sobre direito dos tratados.
C Os tratados, segundo a Convenção de Viena sobre direito dos tratados, podem ser escritos ou orais.
D A aplicação provisória de tratados, embora alguns Estados a pratiquem, não está prevista na Convenção de
Viena sobre direito dos tratados.
4. (OAB/CESPE – 2007.3.PR) Não compõe a estrutura da Organização das Nações Unidas (ONU) o(a)
A Comissão de Direito Internacional.
B Conselho de Direitos Humanos.
C Anistia Internacional.
D Assembléia-Geral.
5. (OAB/CESPE – 2007.2) Com relação a tratados, acordos e convenções no âmbito do direito
internacional, assinale a opção correta.
A A Convenção de Viena de 1969 destina-se a regular toda a legislação relacionada com as organizações
internacionais.
B O Brasil submete-se à jurisdição de tribunal penal internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.
C Tratado é todo acordo internacional concluído apenas entre Estados e regulado pelo direito internacional.
D A extinção de um tratado por ab-rogação ocorre sempre que a intenção terminativa emana de uma das partes
por ele obrigadas.
6. (OAB/CESPE – 2007.2) Acerca do direito internacional atinente a nacionalidade e a extradição, assinale
a opção correta.
A A perda da nacionalidade brasileira somente poderá ocorrer caso haja aquisição de outra nacionalidade por
naturalização voluntária.
B A extradição é um ato estatal que obriga o estrangeiro a sair do território nacional, ao qual não poderá mais
retornar.
C Nacionalidade é o vínculo entre o indivíduo e a nação.
D Considere que, durante uma viagem de navio, um casal de argentinos, que deixara seu país rumo a um passeio
pelo Caribe tenha uma criança no momento em que o navio transite no mar territorial brasileiro. Nessa situação, a
criança terá nacionalidade brasileira.
7. (OAB/CESPE – 2004.ES) Para a apresentação à Comissão Interamericana de Direitos Humanos de
petição individual contendo denúncias ou queixas de violação da Convenção Americana sobre Direitos
Humanos por um Estado-parte, devem-se cumprir pressupostos processuais e de admissibilidade.
Considerando esses pressupostos, a parte peticionária
A pode ser qualquer pessoa ou grupo de pessoas ou entidade não-governamental legalmente reconhecida em um
ou mais Estados-membros da Organização dos Estados Americanos.
B deve constituir advogado.
C deve demonstrar a sua condição de vítima ou comprovar a autorização expressa da vítima ou dos familiares
desta.
D deve comprovar, em qualquer caso, que interpôs e esgotou, previamente, todos os recursos de jurisdição
interna.
8. (OAB/CESPE – 2004.ES) Julgue os itens seguintes, relativos ao regime jurídico dos tratados
internacionais sobre direitos humanos no direito brasileiro, segundo os argumentos expostos nas teses
majoritárias da jurisprudência do STF.
I As normas de proteção de direitos humanos constantes dos tratados internacionais devidamente
ratificados pelo Estado brasileiro possuem hierarquia constitucional.
II Havendo conflito entre uma norma constitucional e uma norma de proteção dos direitos humanos
enunciada em tratado internacional devidamente ratificado pelo Estado brasileiro, deverá prevalecer a
norma mais favorável à suposta vítima.
III Os tratados internacionais sobre direitos humanos são incorporados ao ordenamento jurídico brasileiro
por meio de processo legislativo semelhante ao da lei ordinária federal, pois não se admite tratado
internacional com força de emenda constitucional.
IV As normas constantes de tratados internacionais de proteção de direitos humanos possuem
aplicabilidade imediata no ordenamento jurídico brasileiro, assim que ratificadas pelo governo brasileiro,
dispensando-se a edição de decreto de execução.
V A parte final do parágrafo 2.º do art. 5.º da Constituição Federal, segundo a qual os direitos e garantias
expressos não excluem outros decorrentes dos tratados internacionais em que a República Federativa do
Brasil seja parte, não se aplica aos tratados internacionais sobre direitos e garantias fundamentais que
ingressaram no ordenamento jurídico brasileiro após a promulgação do texto constitucional vigente.
Estão certos apenas os itens
A I e III. B I e V. C II e IV. D III e V.
9. (OAB/CESPE – 2004.ES) Considerando a figura acima, que ilustra limites do mar territorial de parte da
costa brasileira, assinale a opção correta.
A O Estado brasileiro exerce soberania ilimitada sobre as águas interiores, inclusive sobre os navios de guerra
que nelas se encontrem.
B As ilhas artificiais e as plataformas, assim como os baixios a descoberto, têm mar territorial próprio.
C O Estado brasileiro reconhece o direito de passagem inocente de navios, mercantes ou de guerra, de todas as
nacionalidades, em seu mar territorial.
D O mar territorial brasileiro compreende uma faixa de cerca de 370 km de largura, medida a partir da linha de
baixa-mar do litoral continental e insular.
10. (OAB/CESPE – 2004.ES) Por intermédio de carta rogatória proveniente do Reino Unido da Grã-
Bretanha e da Irlanda do Norte, objetivou-se proceder à citação de empresa domiciliada no Brasil, para
que esta compusesse o pólo passivo de uma ação cível contra si movida pela empresa Gama perante a
justiça inglesa. Com referência à situação hipotética acima, assinale a opção correta.
A A diligência requerida não poderá ser efetivada por violar a soberania nacional e a ordem pública, já que a
justiça inglesa carece de competência para processar e julgar ação contra empresa domiciliada no Brasil.
B No momento da efetivação do ato citatório, é facultado à empresa domiciliada no Brasil manifestar sua recusa
em se submeter à justiça inglesa, dependendo a eficácia dessa manifestação do disposto no ordenamento jurídico
da justiça rogante.
C Da concessão ou denegação do exequatur não cabe recurso. D Cumprida, a rogatória será devolvida ao STF,
no prazo de dez dias, e por este remetida, em igual prazo, por via diplomática, ao governo inglês.
11. (OAB/CESPE – 2004.ES) Carlos, de nacionalidade uruguaia e com permanência legal no Brasil,
requereu ao STF a homologação da sentença prolatada por juiz da República Oriental do Uruguai, por
meio da qual se declarou a dissolução da sociedade conjugal, por divórcio, havida com Maria de los
Angeles Solano, também de nacionalidade uruguaia. Citada, a requerida apresentou contestação.
Considerando a situação hipotética apresentada, constitui matéria que extrapola os limites impostos à
contestação em processo de homologação de sentença estrangeira
A a autenticidade dos documentos juntados aos autos.
B a competência do juiz prolator da sentença homologanda.
C os bens comuns existentes no Brasil, omitidos na sentença estrangeira homologanda.
D o trânsito em julgado e o preenchimento das formalidades necessárias à execução no local em que a sentença homologanda foi prolatada.

12. (OAB/CESPE – 2004.ES) De acordo com a Constituição Federal, ocorrerá a perda da nacionalidade
brasileira quando
A o brasileiro residente no exterior adquirir outra nacionalidade, por naturalização voluntária.
B a brasileira residente no exterior contrair matrimônio com estrangeiro.
C a brasileira naturalizada residente no Brasil divorciar-se do cônjuge brasileiro.
D o brasileiro tiver reconhecida outra nacionalidade originária por Estado estrangeiro que adota o critério do jus
sanguinis.
13. (OAB/CESPE – 2004.ES) Raul, de nacionalidade italiana, foi condenado, pelo Juízo da 1.ª Vara Federal
do Estado do Espírito Santo, à pena de quatro anos de reclusão, como incurso nas sanções do art. 304
(uso de documento falso) combinado com o art. 71 (crime continuado) do Código Penal (CP), cuja
sentença resultou confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 2.ª Região, que negou provimento ao
recurso de apelação interposto pela defesa. Tendo por base tal condenação, o Ministério da Justiça
instaurou processo administrativo, culminando na expedição do decreto de expulsão datado de 29/7/1994
e publicado no Diário Oficial da União em 30/7/1994, na conformidade do art. 65 da Lei n.º 6.815, de
19/8/1980. Por sentença prolatada em 5/9/1994, o juiz da 1.ª Vara Federal do Estado do Espírito Santo,
acolhendo manifestação do Ministério Público, houve por bem declarar extinta a punibilidade de Raul,
conforme o art. 107, IV, do CP. Como é sabido, a expulsão de estrangeiro é ato de soberania, discricionário
e político-administrativo de defesa do Estado, da competência privativa do presidente da República, a
quem incumbe o juízo de conveniência e oportunidade da decretação do ato expulsório ou de sua
revogação. Em face da situação hipotética e dos esclarecimentos apresentados, os efeitos do decreto de
expulsão seriam obstruídos por meio da impetração, perante o STF, de
A mandado de segurança contra ato do presidente da República, alegando-se a ilegalidade do ato expulsório por
ter o expulsando filha brasileira sob sua guarda e dependência econômica, cujo reconhecimento se operou em
28/7/1994.
B habeas corpus, sendo coator o presidente da República, para impugnar o decreto expulsório em virtude de o
expulsando possuir residência e emprego fixos no Brasil há mais de dez anos.
C mandado de segurança contra ato do presidente da República, por haver sido decretada judicialmente a
extinção da punibilidade do crime que ensejou o processo administrativo de expulsão.
D habeas corpus, sendo coator o presidente da República, para impugnar o decreto expulsório por comprovado
cerceamento de defesa do expulsando no curso do processo administrativo de expulsão.
14. (OAB/CESPE – 2004.ES) Caso seja requerida ao governo da República Federativa do Brasil a
extradição de um indivíduo por um Estado soberano, esse pedido não será concedido se o extraditando
for
I brasileiro nato.
II brasileiro naturalizado e houver praticado crime comum após a naturalização.
III brasileiro naturalizado e tiver participação comprovada em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas
afins, na forma da lei, após a naturalização.
IV português amparado pelo Estatuto da Igualdade, desde que a extradição tenha sido requerida pelo
governo português, pela prática de crime comum.
V estrangeiro casado com brasileiro há mais de cinco anos ou com prole brasileira sob sua guarda ou
dependência econômica.
Estão certos apenas os itens
A I, II e III. B I, II e IV. C II, III e V. D III, IV e V.
15. (OAB.CESPE/2008.1) Acerca de tribunais internacionais e de sua repercussão, assinale a opção
correta.
a) O Estatuto de Roma não permite reservas nem a retirada dos Estados-membros do tratado.
b) O Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional, estabelece uma diferença entre entrega e
extradição, operando a primeira entre um Estado e o
mencionado tribunal e a segunda, entre Estados.
c) O Tribunal Penal Internacional prevê a possibilidade de aplicação da pena de morte, ao passo que a
Constituição brasileira proíbe tal aplicação.
d) O § 4.º do art. 5.º da Constituição Federal prevê a submissão do Brasil à jurisdição de tribunais penais
internacionais e tribunais de direitos humanos.
17 - No que diz respeito ao MERCOSUL, assinale a opção correta.
a) Os idiomas oficiais do MERCOSUL são o espanhol e o português, com prevalência do espanhol em caso de
dúvida sobre a aplicação ou interpretação dos tratados constitutivos.
b) O MERCOSUL ainda não possui um tratado sobre defesa da concorrência, não obstante os esforços brasileiros
para a criação de um instrumento sobre tal matéria.
c) O MERCOSUL possui personalidade jurídica de direito internacional.
d) É vedado ao MERCOSUL celebrar acordos de sede.
18 - Assinale a opção correta quanto às competências dispostas na Constituição Federal acerca das relações
internacionais.
a) Compete ao presidente da República, sem necessidade de autorização do Congresso Nacional, permitir que
tropas estrangeiras transitem pelo país nos casos previstos em lei complementar.
b) Compete ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgar o litígio entre Estado estrangeiro e o Distrito Federal.
c) Compete ao Congresso Nacional resolver definitivamente, por maioria absoluta, sobre tratados, acordos ou atos
internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional.
d) Compete ao Congresso Nacional autorizar o presidente da República a denunciar tratados, acordos ou atos
internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional.
19 - Acerca do que dispõe a Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, assinale a opção incorreta.
A) Os locais onde se estabelece missão diplomática são invioláveis.
B) Qualquer membro de uma missão diplomática pode ser declarado persona non grata pelo Estado acreditado,
sem que este precise apresentar qualquer justificativa.
C) O agente diplomático goza de isenção de impostos e taxas, havendo exceções a esse respeito.
D) A mala diplomática não pode ser aberta, exceto nos casos de fundada suspeita de tráfico ilícito de
entorpecentes ou atividade terrorista.
20 - Não se inclui entre as quatro Convenções de Genebra de 1949 sobre Direito Internacional Humanitário a
convenção relativa
A) à melhoria da sorte dos feridos e enfermos dos exércitos em campanha.
B) ao tratamento dos prisioneiros de guerra.
C) à proteção de bens culturais em caso de conflito armado.
D) à proteção das pessoas civis em tempo de guerra.
21 - A respeito do direito internacional do mar e sua recepção no direito brasileiro, assinale a opção incorreta.
A A zona contígua brasileira compreende uma faixa que se estende de 12 a 24 milhas marítimas, contadas a partir
das linhas de base que servem para medir a largura do mar territorial.
B Em sua zona econômica exclusiva, o Brasil tem o direito exclusivo de regular a investigação científica marinha.
C É reconhecido aos navios de todas as nacionalidades o direito de passagem inocente no mar territorial
brasileiro.
D O mar territorial brasileiro compreende uma faixa de duzentas milhas marítimas de largura, medidas a partir da
linha de base.
22 - O brasileiro que adquirir outra nacionalidade
a) passará a ter dupla nacionalidade, pois a Constituição Federal não prevê hipóteses de perda de nacionalidade.
b) perderá a nacionalidade brasileira, exceto se for brasileiro nato.
c) perderá a nacionalidade brasileira, exceto se permanecer residindo em território brasileiro.
d) perderá a nacionalidade brasileira, exceto se a lei estrangeira impuser a naturalização ao brasileiro residente
no território do respectivo estado estrangeiro como condição para sua permanência.
23 –
São princípios das relações internacionais no Brasil, EXCETO:
a) cooperação entre os povos para o progresso da humanidade.
b) concessão de asilo político.
c) erradicação da pobreza e das desigualdades internacionais.
d) independência nacional.
24 -
Marque a alternativa INCORRETA:
a) O Brasil é membro originário da ONU.
b) A França é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.
c) Todos os membros do Conselho de Segurança da ONU têm o direito de veto.
d) O atual Secretário Geral da ONU é um sul coreano.
25 -
Marque a alternativa INCORRETA:
a) Não se procederá à deportação quando o estrangeiro tiver filho brasileiro que, comprovadamente, esteja sob
sua guarda e dele dependa economicamente.
b) Nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da
naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da
lei.
c) Um estrangeiro poderá ser extraditado pelo Brasil para um país do qual não seja nacional.
d) O governo brasileiro não é obrigado a deportar nem a expulsar estrangeiros.

GABARITO
1.D 2.B 3.A 4.C 5.B 6.D 7.A 8.D 9.C 10.B 11.C 12.A 13.D 14.B 15.B
16 – B 17 – C 18 – A 19 – D 20 – C 21 – D 22 – D 23 – C 24 – C 25 - A

Portal de periódicos da CAPES

Segue o link do portal de periódicos: http://novo.periodicos.capes.gov.br/

Abraços,

Prof. Badaró

Dúvidas sobre a diplomacia e a carreira diplomática

. Qual o perfil do funcionário do serviço exterior brasileiro?O funcionário do serviço exterior brasileiro deve ter interesse em questões internacionais, ser dedicado à promoção dos interesses do Brasil no exterior e ter forte compromisso com o serviço público. Valorizam-se os profissionais que saibam trabalhar sob pressão, sejam atuantes e saibam ser pró-ativos em um ambiente de trabalho formal. Não há área específica de formação (profissional ou acadêmica) exigida.

2. Quais são as carreiras do serviço exterior brasileiro?

O serviço exterior brasileiro tem três tipos de funcionários: assistentes de chancelaria, oficiais de chancelaria e diplomatas.
Assistentes de Chancelaria são servidores do serviço exterior, de nível médio, que prestam apoio administrativo aos servidores da carreira diplomática em Brasília e nas representações brasileiras no exterior. O acesso à função se dá por concurso público.
Oficiais de chancelaria são servidores do serviço exterior, de formação superior, que prestam apoio técnico-administrativo às tarefas de natureza diplomática e consular em Brasília e nos postos de representação no exterior. O acesso à carreira de oficial de chancelaria também se dá exclusivamente por concurso público.
Diplomatas têm atribuições essencialmente políticas cujas finalidades são representar o Brasil perante a comunidade de nações; colher as informações necessárias à formulação da política externa; participar de reuniões internacionais e, nelas, negociar em nome do país; assistir às missões no exterior; proteger os compatriotas e promover a cultura e os valores do povo brasileiro. Com esse mister, tratam dos assuntos mais diversos. Desde paz e segurança até normas de comércio e relações econômicas e financeiras, direitos humanos, meio ambiente, tráfico de drogas e fluxos migratórios, passando, naturalmente, por tudo que diga respeito ao fortalecimento dos laços de amizade e cooperação do Brasil com seus parceiros externos.
3. Como se dá o ingresso na Carreira de Diplomata?
O ingresso na carreira diplomática se dá mediante concurso realizado pelo Instituto Rio Branco, órgão encarregado da seleção e treinamento de diplomatas. Aprovado no concurso, realiza-se um estágio de dois anos, organizado nos moldes de um curso de mestrado, e entra-se para a carreira diplomática como Terceiro Secretário. Os cargos seguintes na carreira são os de Segundo Secretário, Primeiro Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe e Ministro de Primeira Classe (Embaixador).

4. Como é a vida de um diplomata?
O diplomata é, antes de tudo, um servidor público federal, funcionário do Itamaraty, órgão da administração pública federal incumbido de auxiliar o Presidente da República na formulação e execução da política externa. Comércio exterior, relações políticas e econômicas, cooperação internacional, divulgação cultural, assistência consular - todas essas são áreas da política externa de atuação do funcionário diplomático. Ao longo de sua carreira, o diplomata irá necessariamente trabalhar no Brasil (em Brasília e/ou nos escritórios de representação regional) e no exterior (em embaixadas, consulados e/ou missões junto a organizações internacionais), nas mais diversas áreas. O diplomata atua, assim, onde quer que o interesse nacional tenha expressão internacional.

5. O diplomata trabalha apenas no exterior?

Não. Embora o tempo de permanência no Brasil e no exterior varie em função da carreira de cada um, o diplomata passa, em média, metade de sua vida profissional no exterior. A mudança é constante: a permanência em cada posto é de, em média, 3 anos.

6. Como é o trabalho nas representações brasileiras no exterior?
Uma representação no exterior (comumente chamada de posto no exterior) é organizada de acordo com relações do Brasil com aquele país. Cada representação é, portanto, diferente. Há cinco setores de trabalho que são comuns às missões no exterior, mas cuja intensidade e prioridade variam de acordo com o país:
  • Político: monitorar e relatar a Brasília a conjuntura política, econômica e social do país em que se encontra, auxiliando no processo de decisão sobre política externa.
  • Comercial: promover os interesses comerciais do Brasil no mundo, prestando apoio aos exportadores brasileiros na promoção de seus produtos e serviços no exterior.
  • Consular: prover assistência e proteção aos cidadãos brasileiros que se encontram no exterior, por meio dos consulados-gerais e consulados.
  • Cultural: divulgar a cultura e os valores brasileiros no país em que se encontra, trabalhando em conjunto com a mídia, formadores de opinião e produtores culturais locais.
  • Administrativo: gerenciar os postos do Brasil em outros países, cuidando da manutenção do patrimônio ao orçamento.
7. Como é o trabalho no Brasil?
O diplomata pode trabalhar em Brasília ou em um dos escritórios de representação regional (Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Belém). Em Brasília há, grosso modo, três áreas de trabalho: a geográfica, a temática e a administrativa.
  • Geográfica: o diplomata é responsável por acompanhar os acontecimentos políticos, econômicos e sociais de grupos de países em determinada região, mantendo contato com as missões brasileiras nesses países e suas embaixadas no Brasil.
  • Temática, negociações e multilateral: o diplomata acompanha a evolução e a negociação de temas da agenda internacional (meio-ambiente, direitos humanos, etc.), auxilia a traçar as diretrizes e a executar a promoção comercial, trabalha diretamente nas negociações de integração regional e comercial e presta apoio aos consulados no exterior para a proteção dos cidadãos brasileiros.
  • Administrativa: o diplomata trabalha na administração do Ministério e dos postos no exterior. É responsável, dentre outros, por administrar as finanças, o pessoal, licitações e seleções, a manutenção do patrimônio do Itamaraty, e por acompanhar a administração das missões brasileiras no exterior.
8. O diplomata pode escolher onde servir no exterior?
Até certo ponto. A transferência do diplomata para outro país chama-se remoção. Duas vezes por ano há oportunidades para remoção. Deve-se listar as preferências a partir das vagas oferecidas no momento. O plano de remoções pauta-se pelas prioridades da política externa e pela lei que regulamenta o serviço exterior brasileiro. É imprescindível, contudo, a disposição de servir ao Brasil em qualquer lugar do mundo.

9. Quantas representações no exterior existem?
Para dar cumprimento a suas funções, o Itamaraty conta com 117 embaixadas, 55 consulados, 15 vice-consulados e 15 missões junto a organismos internacionais.

10. Como funciona a carreira diplomática?
A carreira diplomática é estruturada em seis classes: Terceiro Secretário, Segundo Secretário, Primeiro Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe e Ministro de Primeira Classe (Embaixador). Com a aprovação no concurso, o candidato faz juz a entrada na classe de Terceiro Secretário. Os critérios de promoção, basicamente, são a antigüidade e o merecimento, em decorrência dos quais varia o tempo de progressão na carreira. O período mínimo de permanência em cada classe é de quatro anos. Assim, a ascensão a Ministro de Primeira Classe (Embaixador) demora pelo menos 20 anos.

11. Qual o salário dos diplomatas no Brasil? E no exterior?
O salário inicial bruto de Terceiro Secretário é, de acordo com o
último edital, R$12.413,03. Esse valor é progressivamente aumentado conforme se obtêm promoções na carreira. Também pode vir a ser acrescido de adicionais por desempenho de chefia.
No exterior, os diplomatas são remunerados de acordo com o custo de vida do país, além de ajuda de custo que cobre parcialmente as despesas com habitação.

12. O diplomata tem moradia funcional em Brasília?
Todo diplomata, por necessidade da profissão, tem direito a moradia funcional em Brasília desde que não possua imóvel no Distrito Federal. O candidato aprovado no concurso terá expectativa de direito à moradia funcional, a ser atendida na medida da disponibilidade das mesmas. A espera para a primeira ocupação de moradia funcional tem sido de, em média, 1 ano. Têm prioridade, em ordem decrescente, os candidatos aprovados casados com filhos, casados sem filhos, solteiros não-residentes em Brasília e solteiros residentes em Brasília.

13. Os diplomatas têm direito a seguro-saúde? Como é a cobertura no Brasil e no Exterior?Sim. O Plano Complementar de Assistência Médica do Serviço Exterior Brasileiro (PCAMSE) cobre parte das despesas com tratamentos de saúde realizados pelos servidores, bem como por seus dependentes e pensionistas.
O PCAMSE não funciona como um plano de saúde nos moldes existentes no Brasil. Esse plano permite, na maioria dos casos, a livre escolha de médicos, hospitais e estabelecimentos de saúde, no Brasil ou no exterior, mediante o custeio direto, por parte do segurado, de suas despesas médicas, para posterior envio de pedido de reembolso à seguradora. De acordo com a legislação vigente, podem ser incluídos como dependentes o cônjuge ou companheiro do servidor, assim como filhos menores de 21 anos de idade, ou menores de 24 anos de idade, se forem estudantes.
Os servidores do Itamaraty podem fazer opção pela inscrição no PCAMSE ou pela adesão ao seguro da GEAP - Fundação de Seguridade Social -, que presta serviços de saúde exclusivamente no Brasil.

14. Quem foi a primeira mulher a se tornar embaixadora? Quando?A primeira embaixadora do Itamaraty foi Odete de Carvalho e Souza, que chefiou o departamento político do Ministério de 1956 a 1959.
A primeira colocada no concurso de 1918 foi Maria José de Castro. Sua admissão foi contestada pelas autoridades de então, mas a defesa brilhante de Rui Barbosa garantiu seu direito. De 1919 a 1938, ingressaram no corpo diplomático 19 mulheres. Em 1938 um decreto presidencial estabeleceu que somente homens poderiam ingressar na carreira. Em 1953, após ação judicial, a candidata Maria Sandra Cordeiro de Mello obteve o direito de servir ao Brasil como diplomata. Desde 1954, o concurso é aberto a todos os brasileiros, sem distinção de gênero.

15. Quantas mulheres há na carreira diplomática?Há atualmente 219 diplomatas mulheres, pouco menos de 20% do total de 1100 diplomatas. Cerca de 6% das missões no exterior são chefiadas por mulheres. Reconhecemos que a participação feminina na carreira ainda é muito baixa, e estamos empenhados em garantir a o aumento do número de mulheres no corpo diplomático.
 


O Concurso:


16. Com que frequência é realizado o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD)?
O Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata é realizado anualmente. O Edital é lançado, normalmente, entre novembro e janeiro, e o concurso realizado entre fevereiro e agosto.

17. Como se faz para adquirir os Manuais de Estudo para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD)?
A Fundação Alexandre Gusmão é responsável pela edição de manuais de estudo para o CACD. Os manuais podem ser adquiridos na loja da FUNAG, no anexo II do Ministério das Relações Exteriores, ou pela internet, na loja virtual do site da FUNAG.

18. É possível obter os Guias de Estudo elaborados pelo IRBr e as provas dos concursos passados?
Os Guias de Estudo, assim como as provas de concursos anteriores e demais informações relevante sobre o CACD podem ser obtidos no sítio eletrônico do Instituto Rio Branco.

19. Como faço para saber se meu diploma de nível superior é válido para tomar posse como Diplomata?
Fique atento ao que especifica o edital do concurso e veja se você se enquadra nos requisitos ali descritos. Caso tenha dúvida ainda a respeito do seu diploma, sugere-se consultar responsável por essa avaliação no Ministério da Educação (MEC).

20. Ainda não terminei meu curso superior, posso participar do CACD?
A participação é livre, porém, o candiadto apenas será nomeado e empossado na carreira diplomática caso apresente diploma de conclusão de curso de nível superior, conforme determina a Lei.

21. Tenho cônjuge estrangeiro, posso me tornar diplomata?
O candidato(a) casado com estrangeira(o) deverá encaminhar carta endereçada ao Diretor-Geral do Instituto Rio Branco solicitando autorização para a participação no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata.
22. Como e onde podem ser feitas as inscrições para o Concurso de acesso à carreira de diplomata?
No sítio do CESPE/UnB (
http://www.cespe.unb.br/), que é a instituição que auxilia na organização do Concurso e na aplicação das provas.

23. As provas do Concurso são realizadas apenas em Brasília?
Não. Cada uma das fases será realizada simultaneamente nas cidades de Belém/PA, Belo
Horizonte/MG, Brasília/DF, Campo Grande/MS, Cuiabá/MT, Curitiba/PR, Florianópolis/SC,
Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Manaus/AM, Natal/RN, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ,
Salvador/BA, São Luís/MA, São Paulo/SP e Vitória/ES.

24. Quais provas compõem o Concurso?
  • Primeira Fase: Prova Objetiva, de caráter eliminatório, constituída de questões objetivas de Português, de História do Brasil, de História Mundial, de Geografia, de Política Internacional, de Inglês, de Noções de Economia e de Noções de Direito e Direito Internacional Público;
  • Segunda Fase: provaescrita de Português, de caráter eliminatório e classificatório;
  • Terceira Fase: provas escritas de História do Brasil, de Geografia, de Política Internacional, de
    Inglês, de Noções de Economia edeNoçõesde Direito e Direito Internacional Público;
  • Quarta Fase: provasescritas, decaráter exclusivamente classificatório, de Espanhol e de Francês.

  • Ser brasileiro nato, conforme art. 12, § 3.º, inciso V, da Constituição Federal; (o inciso I do art. 12 da Constituição define brasileiro nato)
  • Estar no gozo dos direitos políticos;
  • Estar em dia com as obrigações do Serviço Militar, para os candidatos do sexo masculino;
  • Estar em dia com as obrigações eleitorais;
  • Apresentar diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de graduação de nível superior, emitido por instituição de ensino credenciada pelo Ministério da Educação. No caso de candidatos cuja graduação tenha sido realizada em instituição estrangeira, caberá exclusivamente ao candidato a responsabilidade de apresentar, até a data da posse, a revalidação do diploma exigida pelo Ministério da Educação, nos termos do art. 48 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996).
  • Haver completado a idade mínima de dezoito anos;
  • Apresentar aptidão física e mental para o exercício das atribuições do cargo, verificada por meio de exames pré-admissionais, nos termos do art. 14, parágrafo único, da Lei n.º 8.112, de 11 de dezembro de 1990;
26. Quem tem diploma de tecnólogo pode se inscrever no concurso?
De acordo com o último edital é necessário que o candidato tenha diploma de curso superior em qualquer área do conhecimento, expedido por instituição reconhecida pelo MEC. O curso superior de tecnologia (Tecnólogo) foi regulamentado pelo Conselho Nacional de Educação/MEC pela resolução CNE/CP 3, de 18 de dezembro de 2002, como sendo curso de graduação, dentro da modalidade de Educação Profissional. Por tanto, o diploma de curso superior tecnólogo, atende ao que especifica o último edital do CACD.
27. Sou afro-descendente (negro) e quero ser diplomata. Tenho algum apoio?
Sim. O Instituto Rio Branco, em parceria com o CNPq e com a participação da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e da Fundação Cultural Palmares, mantém, desde 2002, o Programa de Ação Afirmativa, com o objetivo de proporcionar maior igualdade de oportunidades de acesso à carreira diplomática para afro-descendentes. São oferecidas Bolsas-Prêmio de Vocação para a Diplomacia, no valor de R$ 25.000,00 anuais, a ser gasta na preparação do candidato (aulas particulares, aquisição de material) conforme plano de estudos previamente aprovado pelo Instituto. Também é oferecido um tutor diplomático para acompanhar e auxiliar o candidato na sua preparação.
Para maiores informações, favor consultar o edital do
Programa de Ação Afirmativa do Instituto Rio Branco - Prêmio de Vocação para a Diplomacia.


28. Qual o curso universitário mais indicado para quem pretende prestar o Concurso?
Não há exigência de formação superior em área específica. A legislação que rege o Concurso exige apenas curso universitário completo reconhecido pelo Ministério da Educação. A análise estatística de concursos anteriores revela uma maior concentração de candidatos aprovados com formação na área das Humanidades (Direito, Administração, Ciência Política, Relações Internacionais, Economia, Letras, Comunicação Social, História, Geografia). Existem, entretanto, diplomatas com as mais variadas origens acadêmicas.

29. Diplomas de graduação expedidos por universidades estrangeiras são aceitos?
Sim, desde que revalidados pelo Ministério da Educação, no Brasil.

30. Tenho dupla-nacionalidade. Posso inscrever-me?
Sim, desde que seja brasileiro nato. A carreira de diplomata é privativa de brasileiros natos, de acordo com o disposto no Art. 12, § 3.º, V, da Constituição Federal. São brasileiros natos, de acordo com a Constituição Federal, em seu Art. 12, nos termos do texto da Emenda Constitucional n.º 3:
  • os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país;
  • os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil;
  • os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira.


O Curso de Formação e o Mestrado em Diplomacia:


31. O curso de formação é ministrado em tempo integral?Sim. A aprovação no Concurso implica a nomeação do candidato aprovado ao cargo de Terceiro Secretário da Carreira de Diplomata, sujeitando-o à carga horária integral, exigida do servidor público federal. O curso de formação tem duração total de dois anos.
32. Quem pode cursar o Mestrado do Instituto Rio Branco?
Apenas os funcionários diplomáticos brasileiros.
33. Quais são as áreas de estudo do Mestrado em Diplomacia?As áreas de concentração do Mestrado em Diplomacia são três: Estudos Brasileiros, História Diplomática, e Relações Bilaterais e Multilaterais.

34. Por que o Ministério das Relações Exteriores também é chamado de Itamaraty?O nome Itamaraty vem da associação da sede do Ministério na Rua Larga, no Rio de Janeiro, desde 1899, a seu antigo proprietário, o Barão Itamaraty. O costume tornou-se lei em 1967.
25. Quem pode inscrever-se no concurso?

Academias diplomáticas e outros links de interesse

Cooperação com academias diplomáticas do Mercosul 
Os Sites abaixo não tem qualquer ligação com o Ministério das Relações Exteriores ou com o Instituto Rio Branco, não sendo de responsabilidade de nenhuma das instituições quaisquer opiniões ou atos ali representados.
Academias Diplomáticas
Cursos em Relações Internacionais
Relações Internacionais

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          Brasileiros no Exterior
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 Condições e Missão da Comunidade Luso-Brasileira e outros ensaios III Conferencia Nacional de Política Externa e Política Internacional – III CNPEPI O Brasil no mundo que vem ai” Stockholm, Rio, Johannesburg Brazil and the Three United Nations Conferences on the Environment
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 V Curso para Diplomatas Sul-Americanos IV Curso para Diplomatas Sul-Americanos Fazer a América
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Textos Acadêmicos apresentados no V Cursos para Diplomatas Sul-Americanos
 Textos Acadêmicos apresentados no IV Cursos para Diplomatas Sul-Americanos.
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 Este livro teve origem no seminário “Fazer a América”, realizado pelo Memorial da América Latina em agosto de 1993.
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 As Nações Unidas ONU Livro na Rua nº16 O Brasil e os Estados Unidos Livro na Rua Nº 15 BRAZILIAN FOREIGN POLICY UNDER LULA: A CHRONOLOGY
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 Cadernos do CHDD 13 Estatísticas 2008 Livros para Conhecer o Brasil 2ª Edição
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 Compreende este volume três séries documentais. É a primeira a correspondência da primeira missão de Miguel Maria Lisboa, futuro barão de Japurá, à Venezuela, registrando o início de nossas relações diplomáticas com aquele país vizinho.
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 Capistrano de Abreu dizia que para se ter uma inteligente visão geral do Brasil era necessário primeiro ler uma série de “monografias conscienciosas”. 
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  Centenário da Imigração Japonesa Machado de Assis Don Casmurro O Brasil na França
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Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio
Lula da Silva, durante a cerimônia oficial de chegada do Príncipe Herdeiro do Japão, Naruhito, e entrega de medalhas alusivas ao Centenário da Imigração
Japonesa no Brasil.
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Joaquim Maria Machado de Assis es considerado por muchos el escritor brasileño más importante de todos los tiempos. El Ministerio de la Cultura, al instituir el Año Nacional de Machado de Assis para
conmemorar el centenario de su muerte en 2008.
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 O Ano do Brasil na França: um modelo de intercâmbio cultural, tese do Curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco, defendida pelo autor em novembro de 2007.
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  Discursos Selecionados do Presidente Fernando Henrique Cardoso Discursos Selecionados do Presidente José Sarney Livro na Rua Nº 14
Mercosul
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  Livro na Rua Nº 13
 OMC
 Livro na Rua Nº 9
 Ítalo Zappa
 Livro na Rua Nº 8
 Araújo Castro
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  Livro na Rua Nº 7
 Azeredo da Silveira
  Brasil, Mundo e Homem na Atualidade Hélio Jaguaribe Resenha do Livro
Cronologia das Relações Internacionais do Brasil
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 I Encontro de Economistas Sul-Americanos III CNPEPI - EUA Seminário Estados Unidos
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 Ásia maior o planeta China O Brasil e a Organização das Nações Unidas Presença
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 Possivelmente a escultora brasileira mais conhecida no exterior, Maria Martins revela neste livro vocação também para as letras. O leitor encontrará aqui um precioso relato da viagem que a artista fez à China de Mao Tsé Tung na década de 1950.
 
 Em seu primeiro discurso na Assembléia Geral da ONU, em 2003, o Presidente Lula reafirmou a confiança que o Brasil deposita nas Nações Unidas e no seu papel insubstituível de promover a paz e a justiça.
 
Escrevo a minha história, modestamente, porque não poderia deixar cie escrevê-la, pequeno espelho que sou de um século fascinante. O mais fabuloso, trágico e belo de toda a história da humanidade
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 Seminário Brasileiros no Mundo Textos Volume I Seminário Brasileiros no Mundo Textos Volume II First academic seminar of the IBSA dialogue forum
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ico-pdf2.gifTextos de Apoio
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 I Encontro de Economistas Sul-Americanos I Encontro de Historiadores 200 Anos de independencia II Curso para Diplomatas Sul-Americanos
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 III Curso para Diplomatas Sul-Americanos O Conselho de Estado e a Politica Externa no Imperio Ensaios sobre a Herança Cultural Japonesa incorporada à Sociedade Brasileira
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 Seminário IBAS Conferência INDIA Cadernos CHDD nº 12
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  O Conselho de Estado e a política externa do Império 1871-1874 Antonio Augusto Cançado Trindade Pesquisas em Relações Econômicas  Internacionais
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