FABIO ANDRIGHETTO
da Livraria da Folha
da Livraria da Folha
O cientista político Octavio Amorim Neto avalia que as viagens presidenciais dos últimos anos transformaram a forma diplomática do Brasil. "A autonomia do Itamaraty foi reduzida nos últimos anos, principalmente desde a chegada de Fernando Henrique Cardoso ao poder, quando passamos a ter uma diplomacia presidencial."
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| Octavio examina mais de meio século de política externa brasileira |
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Autor do livro "De Dutra a Lula", Octavio se ampara em dados estatísticos e em ferramentas teóricas das ciências sociais e das relações internacionais para examinar a política externa brasileira.
A pesquisa reserva espaço para debater a mudança das características dos diplomatas. De 1946 a 1964, grande parte da diplomacia brasileira era formada por políticos de partido. "O fato é que é muito mais fácil para o presidente controlar um diplomata de carreira", explicou em entrevista à Livraria da Folha. Ouça.
Graduado em ciências sociais e pós-graduado em ciência política, Octavio recebeu prêmios da Associação Brasileira de Ciência Política e da Associação Americana de Ciência Política.
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