A Câmara de Deputados do Paraguai aprovou nesta quinta-feira uma solicitação ao governo de Federico Franco de cópias do Protocolo de Montevidéu, --que versa pela aplicação da democracia no Mercosul-- e documentos que confirmam a entrada da Venezuela para recusar o país no bloco.
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Ambos os tratados não foram aprovados pelo Congresso do Paraguai. O Protocolo de Montevidéu é uma reedição de um documento firmado em Ushuaia, em 1998, que foi aprovada pelos chefes de Estado em 2011 na capital uruguaia.
Quanto ao pedido de ingresso da Venezuela, este data de 2005 e foi aprovado pelos Executivos dos quatro países e pelo Legislativo de Argentina, Brasil e Uruguai. Os parlamentares afirmam que a aprovação das duas medidas é ilegal, mesmo com a suspensão paraguaia do Mercosul.
Nesta quarta-feira, a Chancelaria paraguaia informou que pretende apresentar aos tribunais do Mercosul uma lista de violações cometidas pelos outros membros do bloco. Assunção acusa Brasil, Argentina e Uruguai de violar o estatuto da entidades ao suspender o país.
De acordo com o chanceler, José Fernández, diplomatas preparam uma ação nas instâncias de resolução de conflitos do bloco para mostrar os direitos que foram violados com a suspensão e a entrada da Venezuela, aprovadas em uma cúpula na última sexta (29), em Mendoza, na Argentina, à revelia dos paraguaios.
"Em seu momento sugeriremos a forma de encontrar a solução para as disposições que não aceitamos", disse Fernández, em entrevista coletiva.
O ministro reiterou que o país rejeitará todas as resoluções tomadas pelo Mercosul durante sua suspensão, que deveria durar até agosto de 2013, quando o Paraguai escolher um novo presidente eleito.
Assunção também não aceitará as consequências jurídicas que o país pode sofrer durante o período.

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