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terça-feira, 31 de maio de 2011

BNDES reduz desembolso em R$25 bi


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Resenha:



Sem medidas de restrição ao crédito, banco emprestaria R$170 bi



O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou ontem que as medidas de restrição ao crédito da instituição - como uma redução do percentual de projeto que é financiável pelo banco de fomento, ou seja, aumento da exigência de capital próprio - devem fazer com que os desembolsos sejam reduzidos em R$25 bilhões este ano. Ele afirmou que espera que os desembolsos somem R$145 bilhões, mas disse que, se as normas e linhas de 2010 ainda estivessem em vigor, eles seriam de cerca de R$170 bilhões.



- Temos financiamentos aprovados de R$178 bilhões - disse Coutinho no seminário Rio Investors Day, no Hotel Copacabana Palace.



Ele afirmou que o objetivo é abrir espaço para que instituições privadas atuem com mais força no mercado de financiamento de longo prazo:

- Se tivéssemos mantido todas as nossas linhas normais de cobertura, os nossos desembolsos deste ano deveriam somar R$170 bilhões. Mas estamos, deliberadamente, abrindo espaço para o desenvolvimento do mercado de crédito de longo prazo, para a banca privada e para o mercado de capitais - disse o presidente do BNDES, que frisou que o setor de infraestrutura, contudo, continuará a receber muito financiamento do banco por ser prioritário, ou seja, sem restrições.

No ano passado, o BNDES desembolsou R$168,4 bilhões, mas neste valor está incluída a operação especial de R$25 bilhões de capitalização da Petrobras. Coutinho disse que, assim, o resultado de 2011 deve repetir o de 2010, excluindo o caso da estatal. Nos primeiros três meses do ano, os desembolsos do BNDES somaram R$24,9 bilhões, valor 2% inferior ao registrado no mesmo período de 2010:



- Mas acredito que o segundo semestre será mais forte.



Coutinho também aproveitou sua participação no evento para defender a desindexação da economia brasileira. Ele afirmou, contudo, que qualquer alteração tem de ser feita com muito cuidado, respeitando contratos e datas de vencimento. Ele disse, por exemplo, que alguns índices de preço não são adequados.



- Pode ser que, no passado, alguns índices tenham sido adequados, mas eu tendo a ter uma reserva técnica com os IGPs, porque eles são índices híbridos - disse. (Henrique Gomes Batista)



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