BNDES reduz desembolso em R$25 bi
Assunto:
Resenha:
Sem medidas de restrição ao crédito, banco emprestaria R$170 bi
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou ontem que as medidas de restrição ao crédito da instituição - como uma redução do percentual de projeto que é financiável pelo banco de fomento, ou seja, aumento da exigência de capital próprio - devem fazer com que os desembolsos sejam reduzidos em R$25 bilhões este ano. Ele afirmou que espera que os desembolsos somem R$145 bilhões, mas disse que, se as normas e linhas de 2010 ainda estivessem em vigor, eles seriam de cerca de R$170 bilhões.
- Temos financiamentos aprovados de R$178 bilhões - disse Coutinho no seminário Rio Investors Day, no Hotel Copacabana Palace.
Ele afirmou que o objetivo é abrir espaço para que instituições privadas atuem com mais força no mercado de financiamento de longo prazo:
- Se tivéssemos mantido todas as nossas linhas normais de cobertura, os nossos desembolsos deste ano deveriam somar R$170 bilhões. Mas estamos, deliberadamente, abrindo espaço para o desenvolvimento do mercado de crédito de longo prazo, para a banca privada e para o mercado de capitais - disse o presidente do BNDES, que frisou que o setor de infraestrutura, contudo, continuará a receber muito financiamento do banco por ser prioritário, ou seja, sem restrições.
No ano passado, o BNDES desembolsou R$168,4 bilhões, mas neste valor está incluída a operação especial de R$25 bilhões de capitalização da Petrobras. Coutinho disse que, assim, o resultado de 2011 deve repetir o de 2010, excluindo o caso da estatal. Nos primeiros três meses do ano, os desembolsos do BNDES somaram R$24,9 bilhões, valor 2% inferior ao registrado no mesmo período de 2010:
- Mas acredito que o segundo semestre será mais forte.
Coutinho também aproveitou sua participação no evento para defender a desindexação da economia brasileira. Ele afirmou, contudo, que qualquer alteração tem de ser feita com muito cuidado, respeitando contratos e datas de vencimento. Ele disse, por exemplo, que alguns índices de preço não são adequados.
- Pode ser que, no passado, alguns índices tenham sido adequados, mas eu tendo a ter uma reserva técnica com os IGPs, porque eles são índices híbridos - disse. (Henrique Gomes Batista)
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Sem medidas de restrição ao crédito, banco emprestaria R$170 bi
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou ontem que as medidas de restrição ao crédito da instituição - como uma redução do percentual de projeto que é financiável pelo banco de fomento, ou seja, aumento da exigência de capital próprio - devem fazer com que os desembolsos sejam reduzidos em R$25 bilhões este ano. Ele afirmou que espera que os desembolsos somem R$145 bilhões, mas disse que, se as normas e linhas de 2010 ainda estivessem em vigor, eles seriam de cerca de R$170 bilhões.
- Temos financiamentos aprovados de R$178 bilhões - disse Coutinho no seminário Rio Investors Day, no Hotel Copacabana Palace.
Ele afirmou que o objetivo é abrir espaço para que instituições privadas atuem com mais força no mercado de financiamento de longo prazo:
- Se tivéssemos mantido todas as nossas linhas normais de cobertura, os nossos desembolsos deste ano deveriam somar R$170 bilhões. Mas estamos, deliberadamente, abrindo espaço para o desenvolvimento do mercado de crédito de longo prazo, para a banca privada e para o mercado de capitais - disse o presidente do BNDES, que frisou que o setor de infraestrutura, contudo, continuará a receber muito financiamento do banco por ser prioritário, ou seja, sem restrições.
No ano passado, o BNDES desembolsou R$168,4 bilhões, mas neste valor está incluída a operação especial de R$25 bilhões de capitalização da Petrobras. Coutinho disse que, assim, o resultado de 2011 deve repetir o de 2010, excluindo o caso da estatal. Nos primeiros três meses do ano, os desembolsos do BNDES somaram R$24,9 bilhões, valor 2% inferior ao registrado no mesmo período de 2010:
- Mas acredito que o segundo semestre será mais forte.
Coutinho também aproveitou sua participação no evento para defender a desindexação da economia brasileira. Ele afirmou, contudo, que qualquer alteração tem de ser feita com muito cuidado, respeitando contratos e datas de vencimento. Ele disse, por exemplo, que alguns índices de preço não são adequados.
- Pode ser que, no passado, alguns índices tenham sido adequados, mas eu tendo a ter uma reserva técnica com os IGPs, porque eles são índices híbridos - disse. (Henrique Gomes Batista)

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