Obama promete reerguer Joplin
Assunto:
Mundo
Resenha:
Presidente visita região arrasada por tornado e destaca o espírito de união dos moradores
Diante de centenas de sobreviventes e de familiares das vítimas de um dos maiores tornados da história dos Estados Unidos, Barack Obama fez um discurso emocionado e prometeu uma ação imediata do governo. Uma semana depois da tragédia que deixou 142 mortos na cidade de Joplin, no Estado do Missouri, o presidente norte-americano visitou os escombros durante quase uma hora, confortou famílias e declarou que estava diante de “uma tragédia nacional”. Depois de uma turnê pela Europa para fortalecer a diplomacia da Casa Branca com seus principais aliados, o chefe de Estado volta suas atenções novamente para a política doméstica.
O presidente viu de perto a destruição da cidade. Com ventos de 320km/h, milhares de casas foram totalmente destruídas, em 22 de maio. Escolas e hospitais também perderam parte de suas estruturas. Ao lado do governador do Missouri, Jay Nixon, Obama cumprimentou moradores e declarou que estava surpreso pela extensão da devastação. “É uma tragédia nacional e haverá uma resposta nacional”, declarou no local. Ele agradeceu a ajuda da comunidade e destacou que os moradores utilizaram seus caminhões como ambulâncias, levando os feridos. Também citou os restaurantes, que ofereceram comida aos desabrigados e as lojas, que encheram caminhões com doações.
O chefe de Estado participou de uma cerimônia em homenagem às vítimas do tornado, falou sobre o trabalho de reconstrução na região e defendeu a união dos norte-americanos em prol de todas as áreas atingidas por tornados este ano. “Nós não vamos parar até Joplin ser reerguida. As câmeras podem ir embora, o refletor mudar de direção. Mas estaremos com vocês em cada passo do caminho até que Joplin se reconstrua e esta comunidade volte a ficar de pé”, declarou um exaltado Obama, interrompido logo em seguida por fortes aplausos.
Conciliador
Com palavras de conforto, Obama assumiu muito mais o papel de um líder conciliador, do que o de um chefe de Estado, durante o evento em Joplin. O presidente dos EUA teve uma recepção calorosa em uma parte de maioria republicana e conservadora no Missouri. “Vocês demonstraram uma verdade simples: que, nos momentos de tragédia e desconsolo, ninguém é estranho. Todo mundo é irmão. Nós podemos amar uns aos outros. Existem heróis à nossa volta, o tempo todo. Então, no despertar dessa tragédia, vamos viver do seu exemplo: fazer valer cada dia”, discursou o mandatário.
Os Estados Unidos já enfrentam este ano a pior tragédia causada por tornados nas últimas seis décadas. O número de mortos, de 520, supera o maior registro feito em 1953, de 519 vítimas. O governo americano estima que os danos causados possam chegar a US$ 16 milhões. O trabalho nos escombros, por enquanto, é o maior desafio das autoridades. Em Joplin, voluntários continuam a trabalhar nas buscas por corpos e 40 pessoas continuam desaparecidas. Um dos grandes problemas da região, que também foi tratado durante a vista de Obama, é a identificação das vítimas. Existe pouco pessoal disponível para a
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Mundo
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Presidente visita região arrasada por tornado e destaca o espírito de união dos moradores
Diante de centenas de sobreviventes e de familiares das vítimas de um dos maiores tornados da história dos Estados Unidos, Barack Obama fez um discurso emocionado e prometeu uma ação imediata do governo. Uma semana depois da tragédia que deixou 142 mortos na cidade de Joplin, no Estado do Missouri, o presidente norte-americano visitou os escombros durante quase uma hora, confortou famílias e declarou que estava diante de “uma tragédia nacional”. Depois de uma turnê pela Europa para fortalecer a diplomacia da Casa Branca com seus principais aliados, o chefe de Estado volta suas atenções novamente para a política doméstica.
O presidente viu de perto a destruição da cidade. Com ventos de 320km/h, milhares de casas foram totalmente destruídas, em 22 de maio. Escolas e hospitais também perderam parte de suas estruturas. Ao lado do governador do Missouri, Jay Nixon, Obama cumprimentou moradores e declarou que estava surpreso pela extensão da devastação. “É uma tragédia nacional e haverá uma resposta nacional”, declarou no local. Ele agradeceu a ajuda da comunidade e destacou que os moradores utilizaram seus caminhões como ambulâncias, levando os feridos. Também citou os restaurantes, que ofereceram comida aos desabrigados e as lojas, que encheram caminhões com doações.
O chefe de Estado participou de uma cerimônia em homenagem às vítimas do tornado, falou sobre o trabalho de reconstrução na região e defendeu a união dos norte-americanos em prol de todas as áreas atingidas por tornados este ano. “Nós não vamos parar até Joplin ser reerguida. As câmeras podem ir embora, o refletor mudar de direção. Mas estaremos com vocês em cada passo do caminho até que Joplin se reconstrua e esta comunidade volte a ficar de pé”, declarou um exaltado Obama, interrompido logo em seguida por fortes aplausos.
Conciliador
Com palavras de conforto, Obama assumiu muito mais o papel de um líder conciliador, do que o de um chefe de Estado, durante o evento em Joplin. O presidente dos EUA teve uma recepção calorosa em uma parte de maioria republicana e conservadora no Missouri. “Vocês demonstraram uma verdade simples: que, nos momentos de tragédia e desconsolo, ninguém é estranho. Todo mundo é irmão. Nós podemos amar uns aos outros. Existem heróis à nossa volta, o tempo todo. Então, no despertar dessa tragédia, vamos viver do seu exemplo: fazer valer cada dia”, discursou o mandatário.
Os Estados Unidos já enfrentam este ano a pior tragédia causada por tornados nas últimas seis décadas. O número de mortos, de 520, supera o maior registro feito em 1953, de 519 vítimas. O governo americano estima que os danos causados possam chegar a US$ 16 milhões. O trabalho nos escombros, por enquanto, é o maior desafio das autoridades. Em Joplin, voluntários continuam a trabalhar nas buscas por corpos e 40 pessoas continuam desaparecidas. Um dos grandes problemas da região, que também foi tratado durante a vista de Obama, é a identificação das vítimas. Existe pouco pessoal disponível para a

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