Cinco generais abandonam Kadafi
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Deserções chegam a 120. Tropas operam com 20% da capacidade, dizem oficiais
ROMA e TRÍPOLI. Num novo golpe às forças de Muamar Kadafi, oito oficiais do Exército líbio — entre eles, cinco generais, dois coronéis e um major — anunciaram ontem, em Roma, que haviam desertado e convocaram mais militares a fazerem o mesmo.
Segundo eles, nos últimos dias as tropas de Kadafi perderam 120 militares e estariam funcionando com apenas 20% de sua capacidade. Em Trípoli, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, ouviu de Kadafi que o líder líbio está pronto para um cessar-fogo, mas sob condições. Numa entrevista organizada pelo Ministério de Relações Exteriores da Itália, o general Oun Ali Oun denunciou casos de genocídio. Ele leu um manifesto pedindo que soldados abandonem o regime “em nome dos mártires”, e justificou a decisão do grupo:
— O que está acontecendo ao nosso povo nos assusta. Há muitas mortes, assassinatos, violência contra mulheres. Nenhuma pessoa racional com o mínimo de dignidade pode fazer o que vimos e o que ele nos pediu para fazer — disse. Melud Massoud Halasa, outro general do grupo, disse que as forças hoje correspondem a 20% do que eram antes da revolta, e que “não mais de dez generais” permanecem leais a Kadafi.
Em Trípoli, Zuma se reuniu com Kadafi. Segundo o presidente sul-africano, o líder líbio está pronto para aceitar a proposta da União Africana para um cessar-fogo, mas impôs as mesmas condições que emperraram a iniciativa no mês passado. Zuma não explicou se Kadafi está disposto a renunciar, principal condição dos rebeldes.
— Ele está pronto para adotar o mapa do caminho — disse Zuma, acrescentando que Kadafi quer que todos os líbios tenham a chance de conversar para determinar o futuro do país e que o bombardeio da Otan pare.
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Deserções chegam a 120. Tropas operam com 20% da capacidade, dizem oficiais
ROMA e TRÍPOLI. Num novo golpe às forças de Muamar Kadafi, oito oficiais do Exército líbio — entre eles, cinco generais, dois coronéis e um major — anunciaram ontem, em Roma, que haviam desertado e convocaram mais militares a fazerem o mesmo.
Segundo eles, nos últimos dias as tropas de Kadafi perderam 120 militares e estariam funcionando com apenas 20% de sua capacidade. Em Trípoli, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, ouviu de Kadafi que o líder líbio está pronto para um cessar-fogo, mas sob condições. Numa entrevista organizada pelo Ministério de Relações Exteriores da Itália, o general Oun Ali Oun denunciou casos de genocídio. Ele leu um manifesto pedindo que soldados abandonem o regime “em nome dos mártires”, e justificou a decisão do grupo:
— O que está acontecendo ao nosso povo nos assusta. Há muitas mortes, assassinatos, violência contra mulheres. Nenhuma pessoa racional com o mínimo de dignidade pode fazer o que vimos e o que ele nos pediu para fazer — disse. Melud Massoud Halasa, outro general do grupo, disse que as forças hoje correspondem a 20% do que eram antes da revolta, e que “não mais de dez generais” permanecem leais a Kadafi.
Em Trípoli, Zuma se reuniu com Kadafi. Segundo o presidente sul-africano, o líder líbio está pronto para aceitar a proposta da União Africana para um cessar-fogo, mas impôs as mesmas condições que emperraram a iniciativa no mês passado. Zuma não explicou se Kadafi está disposto a renunciar, principal condição dos rebeldes.
— Ele está pronto para adotar o mapa do caminho — disse Zuma, acrescentando que Kadafi quer que todos os líbios tenham a chance de conversar para determinar o futuro do país e que o bombardeio da Otan pare.

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