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terça-feira, 31 de maio de 2011

Saleh bombardeia rebeldes islâmicos


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Boatos sobre ligação de militantes com a al-Qaeda preocupam EUA



SANAA. Em sua batalha para permanecer no poder, o ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, se viu forçado ontem a abrir duas frentes de combate.



Enquanto em Taiz, no sul iemenita, tropas fiéis ao governo recorriam às armas para dispersar milhares de manifestantes pró-democracia, em Zinjibar aviões lançaram um pesado bombardeio a milicianos islâmicos que, desde domingo, tomaram a cidade costeira — aumentando os temores de que a rede al-Qaeda entrou de vez na disputa pelo poder do país mais pobre do Oriente Médio. Segundo testemunhas, a aviação iemenita bombardeou diversos pontos da cidade, situada na província de Abyan, como bancos e prédios governamentais, tomados por cerca de 300 milicianos islâmicos. Em meio às especulações de que os rebeldes fariam parte da al-Qaeda — que mantém uma base bastante ativa na província — residentes garantem que os homens são, na verdade, do grupo Ansar al-Sharia, formado por homens ligados às lideranças tribais locais que aspiram à criação de um emirado islâmico fundamentalista no sul do país, a exemplo do Talibã afegão.



Síria apresenta projeto de lei visando às eleições gerais



Em Taiz, bombas tentavam dispersar uma multidão estimada em milhares de pessoas acampadas na Praça al-Huriya, a Praça da Liberdade. Vídeos anônimos postados na internet mostram atiradores em roupas civis abrindo fogo contra a multidão do alto de edifícios, e o número de vítimas fatais seria de pelo menos 20. No rastro da escalada da violência, ontem, o hospital de campanha montado para dar assistência aos manifestantes que há semanas se mantêm em vigília no local, foi destruído.



Para analistas, a tomada de cidades por radicais islâmicos e as suspeitas de ação da al- Qaeda devem fazer crescer a interferência americana no Iêmen. Ontem, em um comunicado, a embaixada americana em Sanaa condenou “o ataque gratuito e injustificável contra jovens manifestantes”.



Na Síria, a violência do regime também segue fazendo vítimas. De acordo com Observatório Sírio de Direitos Humanos, somente ontem três civis foram mortos quando as forças de segurança do presidente Bashar al-Assad tentavam entrar na cidade de Tabliseh, na província de Homs. Segundo ativistas, os moradores, armados com rifles automáticos e granadas, enfrentaram pela primeira vez as forças do regime.



Mas, no que parece outra tentativa do governo de acalmar a dissidência, a agência estatal Sana informou ontem que o rascunho de um projeto de lei visando às eleições gerais foi traçado e já estava disponível à consulta pública nos sites dos ministérios da Justiça e do Interior



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