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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Brasil disputa com China e Índia nova fábrica da alemã Vulkan

09/02/2011
Unidade produzirá acoplamentos para motores navais e industriais e atenderá o mercado internacional   

Uma das protagonistas do discreto mercado de acoplamentos para motores navais e industriais, a subsidiária brasileira da alemã Vulkan disputa com as filias da China e da Índia os recursos para a construção de nova fábrica.

A resposta é esperada para abril, quando Douglas Rodrigues Buzo, no comando das operações no Brasil, viaja a Herne, sede da companhia, para a reunião anual com os acionistas da família controladora, que se mantém à frente do negócio há seis gerações.

Os acoplamentos fabricados pela Vulkan são peças de borracha técnica, ou de compostos de silicone, colocados entre o motor e o redutor de diversos tipos de máquinas, de geradores de energia eólica a navios.

Como são umdos componentes mais baratos do sistema motriz, além de transferirem a força do motor fazem o papel de “fusíveis”, rompendo quando há algum problema maior.

O momento não poderia ser mais favorável a posição brasileira na disputa, uma vez que a subsidiária local tem se destacado no grupo, após uma série de contratempos que remontam a década de 1970. Atraída pela forte expansão da indústria naval naquela época, a Vulkan teve que se reinventar para continuar no país após a derrocada do setor nos anos 1980. Voltou-se então ao mercado de acoplamentos para motores usados nas indústria de siderurgia e mineração. E abriu uma frente de negócios inédita para amatriz. Comos primeiros sinais de desaceleração dos  mercados na crise de 2008, a Alemanha viu no portfólio da unidade brasileira uma alternativa de diversificação e entregou a ela o papel de sede mundial para o mercado industrial.

De acordo com o executivo, a construção da nova fábrica já havia sido discutida em 2008. Mas a ideia foi abandonada após o estouro da crise. Com o reaquecimento das vendas, no ano passado, a ampliação da capacidade produtiva voltou à pauta. Até porque é vista como fundamental para o atendimento de segmentos de mercado emfranco crescimento no país, como o de geradores de energia eólica.

O terreno para a construção já existe, fica em Itatiba, no interior paulista, onde a Vulkan mantém uma de suas duas unidades no país, a outra fica em Barueri, também em São Paulo.

Centro exportador

Segundo Buzo, a situação só não é mais favorável à subsidiária brasileira por causa do câmbio. A ideia damatriz é que o país funcione como centro exportador para as América do Sul e do Norte. Um projeto para o qual a relação entre a moeda brasileira e a americana não contribui.

Hoje, as exportações representam 10% da receita, que em 2010 foi de cerca de € 40 milhões (R$ 90,9mi).Mas ameta é que cheguem a 20% em 2011, sobre vendas de aproximadamente € 45 milhões.

Outro negócio que a companhia estuda investir no país é no monitoramento remoto de equipamentos industriais e componentes para a área de refrigeração, como anéis para a vedação e conexão de tubos metálicos.

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