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Casal espanhol acusa pizzaria de São Paulo de racismo contra filho negro
Do UOL Notícias, em São Paulo
Um casal de turistas espanhóis acusa uma pizzaria de São Paulo de
racismo contra o filho deles. A mãe afirma que o garoto --que tem seis
anos de idade, é adotado, negro e nasceu na Etiópia-- foi confundido com
um menino de rua. Ainda segundo ela, o menino foi colocado para fora do
estabelecimento.
As informações foram passadas pelo delegado Márcio de Castro Nilsson,
do 36º DP (Vila Mariana), onde a mãe do garoto registrou um boletim de
ocorrência.
Segundo o depoimento dela, o garoto, que não fala português, estava
sozinho na mesa e teria sido abordado por um funcionário da pizzaria
enquanto ela e o marido se serviam no buffet. Ao se dar conta de que o
menino não estava mais à mesa, a mãe saiu para procurá-lo e o encontrou
na rua, chorando. Foi então que o garoto disse que havia sido colocado
para fora da pizzaria.
Ainda segundo o delegado, a turista disse que, em um primeiro momento, um funcionário que se identificou como gerente da pizzaria negou o ocorrido e disse que não se passava de um mal entendido. Mais tarde, porém, ele afirmou que, como havia uma feira na rua naquele momento, havia confundido o garoto com um menino de rua.
Ainda segundo o delegado, a turista disse que, em um primeiro momento, um funcionário que se identificou como gerente da pizzaria negou o ocorrido e disse que não se passava de um mal entendido. Mais tarde, porém, ele afirmou que, como havia uma feira na rua naquele momento, havia confundido o garoto com um menino de rua.
O fato ocorreu por volta das 13h30 do dia 30 de dezembro, na pizzaria
Nonno Paolo, que fica na rua Abílio Soares, no Paraíso (zona sul de São
Paulo).
O delegado Nilsson informou que instaurou um inquérito para apurar se
houve constrangimento ilegal ou crime de racismo. Se ficar comprovada a
ofensa racial, o acusado pode pegar de um a três anos de prisão.
Outro lado
Em nota, a pizzaria negou que qualquer funcionário tenha tocado no
menino. Segundo o restaurante, ao ver o menino, um funcionário apenas
lhe perguntou sobre seus pais, mas o garoto não disse nada e saiu do
estabelecimento sozinho.

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