27/10/2010
NAÇÕES UNIDAS - A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votou na terça-feira de forma retumbante pela suspensão do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba, o maior empecilho nas relações entre os dois inimigos da época da Guerra Fria.
É o 19o ano consecutivo em que a Assembleia Geral condena as sanções com as quais Washington leva meio século tratando de forçar mudanças no regime cubano.
A resolução não vinculante foi aprovada por 187 votos a favor. Estados Unidos e Israel votaram contra e houve apenas três abstenções.
"A política dos Estados Unidos contra Cuba não tem sustentação ética ou legal alguma, credibilidade e nem apoio", disse o chanceler cubano Bruno Rodríguez ao apresentar a moção ante a Assembleia em Nova York.
"Trata-se de uma política de agressão, cruel e absolutamente contrária ao direito internacional que este governo (dos Estados Unidos) insiste em manter mesmo sabendo que provoca danos, provoca sofrimentos e viola os direitos humanos de todo um povo", acrescentou o chanceler.
No ano passado, uma resolução idêntica também tinha conseguido 187 votos a favor e três contra.
O governo do presidente norte-americano, Barack Obama, tem dado passos tímidos para melhorar as relações com Cuba, mas sem tocar no embargo ao qual Cuba atribui muitos de seus problemas econômicos.
Obama disse que não avançará mais enquanto Cuba não mostrar uma melhora na questão dos direitos humanos e abertura econômica.
Cuba está imerso em um processo de transformação econômica que inclui triplicar o diminuto setor privado. Além disso, tem libertado, nos últimos meses, dezenas de presos políticos após negociações com a Igreja Católica.

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