Powered By Blogger

quarta-feira, 2 de março de 2011

Chávez quer criar grupo de intermediação


Internacional



O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, declarou que pretende criar uma comissão internacional para intermediar a crise na Líbia. No mesmo discurso, Chávez afirmou que não condenará a atuação do líder líbio, Muamar Kadafi, durante a revolta por não o considerar "um assassino". E repudiou uma eventual intervenção militar no país do Norte da África que, segundo o venezuelano, seria a intenção dos EUA e da Otan.

Chávez afirmou que buscará incluir no grupo de intermediação os países da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), além de outras nações da América do Sul e da Europa.

"Tomara que consigamos articular uma comissão que vá à Líbia para conversar com o governo e os líderes da oposição, que até agora não são conhecidos publicamente", disse o presidente venezuelano, na segunda-feira, em uma cerimônia de formatura, em Caracas.

Sobre a resposta do líder líbio à revolta em seu país, Chávez evitou críticas. "Não vou condená-lo. Eu seria um covarde se condenasse alguém que tem sido meu amigo", declarou. Chávez negou que Kadafi seja "um assassino". "Isso não me consta."

Segundo Chávez, a situação na Líbia seria fruto de uma campanha do governo dos EUA para retirá-lo do poder. E uma intervenção militar internacional para retirá-lo do poder, seria "uma catástrofe".

"Os EUA já declararam estar prontos para invadir a Líbia e quase todos os países da Europa a estão condenando. O que eles querem? O petróleo que é importante para eles", disse.

Chávez atacou o governo dos EUA pelo deslocamento de embarcações de guerra para as proximidades da costa líbia. "E se em vez de enviar marines e aviões enviássemos uma comissão com boa vontade para que nossos irmãos não continuem se matando?", disse, justificando o grupo de intermediação que pretende criar. Para o venezuelano, os EUA estão "exagerando as coisas e tergiversando para justificar uma invasão". Chávez comparou a situação de Kadafi com o breve golpe que o afastou do poder em 2002. 

AFP, AP e Reuters

Nenhum comentário:

Postar um comentário