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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Brasil diz que emergentes não abrem mão de manter protocolo de Kioto

01/12/2010
Catarina Alencastro
CANCÚN - O negociador-chefe do Brasil, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, disse na segunda-feira à noite que, embora haja as mesmas dificuldades enfrentadas durante a Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas que ocorreu em Copenhague (COP-15), este ano em Cancún um novo passo no combate ao aquecimento global será dado.

Segundo ele, um dos pontos mais críticos desta edição da convenção (COP-16), que está sendo realizada no México até dia 10 de dezembro, será a implementação de um segundo período de compromissos do Protocolo de Kioto.

Figueiredo admitiu que alguns países ricos (que pelo protocolo são obrigados a assumir metas de redução de emissões de CO2) relutam em aceitar um comprometimento com novas metas. Para se contrapor a essa resistência, o grupo do G-77, formado por países emergentes e menos desenvolvidos, vai pressionar até o fim por um resultado neste sentido.

- O G-77 tem uma posição muito forte que é a importância da continuidade de Kioto. E mais do que isso, com um segundo e subseqüente período de compromisso. Temos dito que se não tivermos uma posição muito clara sobre isso, em Cancun, será impossível haver decisões em outros temas - afirmou o embaixador.

O Itamaraty afirma que não há um prazo limite para que as novas metas sejam definidas, mas que é uma questão urgente. Isso porque entre o compromisso assumido internacionalmente e a ratificação do mesmo leva anos. Kioto, por exemplo, foi assinado em 1997, mas só em 2005 passou a valer. No caso das próximas metas o processo será mais rápido, mas não deve levar menos que três anos, estima o embaixador extraordinário para clima, Sérgio Barbosa Serra. Ele explicou que neste intervalo de tempo, no entanto, seria possível uma implementação provisória das metas acordadas.

Hoje é o segundo dia de negociação da COP-16. A partir da próxima semana é esperada a participação de 25 chefes de Estado, a maioria de países latinos e emergentes.
 

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