Powered By Blogger

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Brasil e Inglaterra vão trabalhar juntos contra impasse climático

07/12/2010
Reuters e AFP
Brasil
Conferência de Cancún estabelece trabalho em duplas entre os países desenvolvidos e os emergentes
O Brasil e o Reino Unido discutirão formas de superar o impasse nas conversações sobre o futuro do Protocolo de Kyoto, na esperança de permitir pelo menos a aprovação de um pacote modesto de medidas de combate ao aquecimento global na atual conferência climática da ONU, a COP16, em Cancún, no México.
A chanceler mexicana, Patricia Espinosa, disse ter pedido a outros pares de nações desenvolvidas e em desenvolvimento — como Suécia e Granada, ou Austrália e Bangladesh — que busquem soluções para outras questões na conferência, que se estenderá até o dia 10 de dezembro.
“Há condições para alcançarmos um pacote amplo e equilibrado de decisões”, disse ela aos delegados de quase 200 países reunidos em Cancún. “Entretanto, o resultado positivo que nossas sociedades exigem ainda não está completo”.
Não há entre os analistas a expectativa de que a conferência de Cancún resulte em um novo tratado climático de cumprimento obrigatório para todos os países, após o impasse na reunião anterior, em Copenhague. A busca é pela criação de mecanismos de ajuda financeira e tecnológica às nações pobres para ações relacionadas à mudança climática.
Lado a lado
Pela proposta do trabalho em duplas, caberá ao Brasil e à Grã-Bretanha resolverem a divergência mais complicada, que envolve a prorrogação do Protocolo de Kyoto. Esse tratado, que expira em 2012, exige que quase 40 países desenvolvidos reduzam suas emissões de gases do efeito estufa.
Japão, Rússia e Canadá, entre outros, recusam-se a prorrogar a vigência do tratado se ele não incluir exigências para as grandes economias emergentes, tais como China e Índia.
As nações em desenvolvimento, por sua vez, alegam que os países ricos se beneficiaram mais das emissões de gases do efeito estufa desde a Revolução Industrial. Além disso, argumentam,
os países com forte base industrial são os responsáveis pela maior parte dos gases poluentes jogados na atmosfera. Segundo eles, a prorrogação do Protocolo de Kyoto não deveria estar condicionada à adesão dos países pobres.
Focos
Espinosa afirmou que Suécia e Granada vão desenvolver metas globais de longo prazo para reduzir o ritmo das mudança no clima, enquanto Espanha e Argélia discutirão a ajuda para a adaptação da indústria dos países em desenvolvimento.
Austrália e Bangladesh trabalharão na questão de finanças e tecnologia, enquanto Nova Zelândia e Indonésia ficarão com outras questões relativas ao controle das emissões de gases
do efeito estufa.
“Isso nos dá uma boa base a partir da qual trabalhar”, disse na reunião a comissária da União Europeia para questões climáticas, Connie Hedegaard.

Nenhum comentário:

Postar um comentário