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terça-feira, 12 de abril de 2011

Captura de Gbagbo é um ''aviso'' a ditadores do mundo, diz Hillary

Que MERDA é essa? Agora os EEUU e a FRANÇA tornaram-se os "Xerifes" do mundo? Ungidos de que autoridade? A divina? Garantir a paz e a segurança internacionais? Promover os direitos humanos? Pura BALELA, retórica para "inglês ver"... Dois países mergulhados em crise econômica e política que, para resgatar seu status quo do passado, inventaram essa MALDITA CRUZADA IMPERIALISTA sob o manto "SAGRADO" da promoção dos Direitos Humanos. Que decepção.

Internacional

EUA e Europa celebram triunfo de Ouattara; Paris lança campanha para ''mostrar'' que não teve [br]papel direto na prisão

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, definiu a deposição do governo de Laurent Gbagbo na Costa do Marfim como "um sinal" para outros autocratas. "Essa transição envia um sinal forte a ditadores e tiranos da região e do mundo: eles não devem desconsiderar a voz do seu próprio povo em eleições livres e justas e haverá consequências para os que se agarrarem ao poder", afirmou Hillary.

EUA, França e Grã-Bretanha lideram a coalizão que defende o movimento rebelde em outro país africano - a Líbia - contra o ditador Muamar Kadafi.

Além de alertar os ditadores, ela elogiou o papel da França na Costa do Marfim. O tema, entretanto, é sensível. Até a noite de ontem, a ONU, o Palácio do Eliseu e o Ministério das Relações Exteriores da França distribuíam comunicados sucessivos tentando esclarecer as posições das forças internacionais no conflito marfinense.

Segundo os informes, as tropas francesas e da missão de paz da ONU não teriam sido responsáveis pela prisão de Gbagbo, mas sim milicianos a serviço de seu rival Alassane Ouattara. A preocupação é evitar que o novo governo seja confundido com uma intervenção da França, que colonizou a Costa do Marfim.

Hillary saudou "o governo, o povo da França e os outros membros da comunidade internacional que trabalharam com diligência para garantir a segurança e a proteção do povo marfinense ao longo da crise".

Desde o dia 4, as forças internacionais intensificaram a intervenção militar com o objetivo de neutralizar as tropas pró-Gbagbo, usado como justificativa a resolução da ONU que autoriza a missão de paz a empregar a força para proteger populações civis.

Na prática, porém, a ação externa foi a grande responsável pela queda de Gbagbo e pela chegada ao poder de Ouattara. "A França fez a diferença. Ela foi o braço armado da ONU", disse Dominique Moisi, do Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI), de Paris.

Andrei Netto

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