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quarta-feira, 6 de abril de 2011

EUA querem transição negociada no Iêmen o 'mais rápido possível'



Para militares americanos, situação ficará mais complicada enquanto se prolongar

WASHINGTON - Os EUA querem uma solução negociada para a crise política no Iêmen "o mais rápido possível", disse nesta terça-feira, 5, o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell. O governo americano também condenou a violência dos protestos no país, que deixaram ao menos três mortos só nesta terça.

"Obviamente a situação atual é difícil. Quanto mais se prolonga, mais difícil fica. É por isso que o governo tem advogado por uma transição negociada o quanto antes", disse o porta-voz, referindo-se aos protestos iniciados a mais de um mês pelo fim do regime do presidente Ali Abdullah Saleh, que já dura 32 anos.

A suspensão de ajuda militar ao governo iemenita por parte dos americanos, porém, está descartada, ao menos por enquanto, informou Morrell. O Iêmen se tornou um dos principais pontos onde os EUA empreendem a luta contra o terrorismo nos últimos anos. O Pentágono acredita que no país desenvolva-se uma célula da organização terrorista Al-Qaeda.

Cerca de 100 pessoas já morreram nos protestos no Iêmen, segundo grupos pelos direitos humanos. As monarquias do Golfo Pérsico buscam negociar um meio de acabar com o impasse entre o governo e a oposição por meio do Conselho de Cooperação do Golfo, que reúne Kuwait, Omã, Catar, e Emirados Árabes, além do próprio Iêmen.

Saleh já declarou que não concorrerá à reeleição em 2013 e que pode renunciar após eleições presidenciais e parlamentares dentro de um ano, mas descartou deixar o poder de forma imediata. No domingo, ele pediu à oposição que encerre os protestos para facilitar as conversações. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

Reuters

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