Pedido põe Dilma em ‘saia justa’
Pressão da OEA, no entanto, não prejudica imagem da presidente brasileira no cenário internacional
O pedido de paralisação das obras de Belo Monte feito pela OEA coloca a presidente Dilma Rousseff, no mínimo, em uma “saia justa”.
A questão de proteção dos direitos humanos tem sido uma marca dos primeiros meses de sua gestão e o questionamento da OEA se dá exatamente em cima da obra que é a sua “menina dos olhos”. Dilma resgatou o projeto da usina da gaveta enquanto era ministra de Minas e Energia do governo Lula.
O constrangimento, no entanto, não deve prejudicar a imagem da política externa brasileira, segundo Luis Felipe Lampreia, ex-ministro de Relações Exteriores. Ele acha exageradamente intrusiva a solicitação da OEA e que a questão não pode ser considerada como desrespeito aos direitos humanos. “Nós aceitamos a Corte Interamericana de Direitos Humanos desde 1988 e só teríamos que nos submeter a julgamento vindo desta esfera, não de uma comissão da OEA”, afirmou.
Para a pesquisadora de políticas internacionais da USP DenildeHolzhackr a questão dos direitos humanos é um tema antigo da política externa brasileira que está sendo resgatado pelo governo Dilma. Por outro lado, nunca se aplicou a questão indígena, considerada prerrogativa exclusivamente doméstica. Para Denilde, o Ministério das Relações Exteriores deve se preocupar em mostrar que não existem riscos às comunidades indígenas, no sentido de que não serão mortos, como sugere a OEA. Isto desvinculará a questão de risco aos direitos humanos para proteção do meio ambiente. ■ R.B.N.
O pedido de paralisação das obras de Belo Monte feito pela OEA coloca a presidente Dilma Rousseff, no mínimo, em uma “saia justa”.
A questão de proteção dos direitos humanos tem sido uma marca dos primeiros meses de sua gestão e o questionamento da OEA se dá exatamente em cima da obra que é a sua “menina dos olhos”. Dilma resgatou o projeto da usina da gaveta enquanto era ministra de Minas e Energia do governo Lula.
O constrangimento, no entanto, não deve prejudicar a imagem da política externa brasileira, segundo Luis Felipe Lampreia, ex-ministro de Relações Exteriores. Ele acha exageradamente intrusiva a solicitação da OEA e que a questão não pode ser considerada como desrespeito aos direitos humanos. “Nós aceitamos a Corte Interamericana de Direitos Humanos desde 1988 e só teríamos que nos submeter a julgamento vindo desta esfera, não de uma comissão da OEA”, afirmou.
Para a pesquisadora de políticas internacionais da USP DenildeHolzhackr a questão dos direitos humanos é um tema antigo da política externa brasileira que está sendo resgatado pelo governo Dilma. Por outro lado, nunca se aplicou a questão indígena, considerada prerrogativa exclusivamente doméstica. Para Denilde, o Ministério das Relações Exteriores deve se preocupar em mostrar que não existem riscos às comunidades indígenas, no sentido de que não serão mortos, como sugere a OEA. Isto desvinculará a questão de risco aos direitos humanos para proteção do meio ambiente. ■ R.B.N.

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