Powered By Blogger

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Líbia determinará alta da gasolina



Segundo Lobão, se revolta no país africano se prolongar por mais tempo, o reajuste no Brasil será inevitável

O governo e a Petrobras aguardam os desdobramentos do conflito na Líbia para definir se reajustam ou não os preços da gasolina e do óleo diesel. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, justifica a cautela ao manifestar confiança de que o encerramento da crise no Norte da África deverá contribuir para reduzir os preços do petróleo no mercado internacional.

Ontem, o preço do barril bateu novo teto em Londres (leia mais no box da página 8). Lobão admite, no entanto, que a espera não poderá se prolongar por muito tempo. Mas, evitou especificar o prazo como qual trabalha para definir o aumento.

“O último reajuste da Petrobras foi em2008, emesmo assim para baixo. Por isso, há espaço para um reajuste, se necessário”, afirmou Lobão, em entrevista ao BRASIL ECONÔMICO. “A Líbia é o fator determinante para a definição dos preços. A inflação é um elemento importante nessa avaliação, mas certamente não o único”, ressaltou, referindo-se à preocupação do governo com a alta generalizada de preços.

Avaliação

Embora o país comandado com mão-de-ferro pelo presidente Muamar Kadafi não seja o único a passar por uma onda de protestos no mundo árabe, o ministro descartou Síria, Bahrein e Jordânia como fatores de desequilíbrio de preços no mercado internacional. De todas as nações sacudidas por revoltas e protestos populares no Norte da África e no Sul da Ásia, apenas a Líbia apresenta a condição de produtor de petróleo.

Lobão evitou associar os atuais preços da gasolina e do diesel ao atual patamar do etanol. Em função da mistura de 25% do anidro na gasolina, o mix representa, hoje, fator de pressão sobre os preços da combustível vendido nos postos de revenda. Por isso, um reajuste principalmente da gasolina nas refinarias teria efeito ainda mais inflamável sobre a inflação. ■
R.R.M.

Nenhum comentário:

Postar um comentário