Diplomata sul-africano vê ingresso no Brics como o reconhecimento do continente
Economia
A maior novidade da terceira reunião de cúpula dos Brics — a formalização do ingresso da África do Sul ao grupo — é também mais uma mostra da ascensão de quase todos os países emergentes. Para o embaixador da África do Sul no Brasil, Bangumzi Sifingo, as soluções para os desafios globais requerem cada vez mais participação das economias em desenvolvimento, que lideram as atuais taxas de crescimento. Nesse sentido, o diplomata considera o continente africano como uma real aposta de futuro, por considerá-la a região de enormes potenciais inexplorados.
“Sem fazer qualquer reivindicação, somos a voz da África no Bric e em outros fóruns”, disse nesta entrevista ao Correio. Sifingo avalia que a presença dos membros do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) nos Brics, que ainda inclui Rússia e China, não esvaziará o grupo. A principal razão disso está no fato de o Ibas, órgão de cooperação multilateral do chamado diálogo Sul-Sul, estar melhor estruturado e desenvolver ações específicas, como combate à pobreza e a valorização das mulheres.
O embaixador, que ainda não fala português, faz questão de ressaltar o peso sulafricano dentro do grupo de 14 países que formam a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês). Esse grupo soma uma população de 210 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas produzidas) de US$ 700 bilhões. “Estamos engajados na integração regional econômica africana e com a estabilidade política no continente”, sublinha.(SR)
“Sem fazer qualquer reivindicação, somos a voz da África no Bric e em outros fóruns”, disse nesta entrevista ao Correio. Sifingo avalia que a presença dos membros do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) nos Brics, que ainda inclui Rússia e China, não esvaziará o grupo. A principal razão disso está no fato de o Ibas, órgão de cooperação multilateral do chamado diálogo Sul-Sul, estar melhor estruturado e desenvolver ações específicas, como combate à pobreza e a valorização das mulheres.
O embaixador, que ainda não fala português, faz questão de ressaltar o peso sulafricano dentro do grupo de 14 países que formam a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês). Esse grupo soma uma população de 210 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas produzidas) de US$ 700 bilhões. “Estamos engajados na integração regional econômica africana e com a estabilidade política no continente”, sublinha.(SR)

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