''Sinto como se a Revolução Cultural acontecesse de novo''
Internacional
Gao Ying, mãe do artista Ai Weiwei, não tem notícias do filho há uma semana, desde que ele foi preso na mais ampla onda de repressão empreendida por Pequim nos últimos dez anos. A mulher de 78 anos disse ao Estado que obtém informações do filho apenas pela imprensa oficial. A seguir, trechos da entrevista:
A sra. recebeu alguma informação das autoridades sobre o paradeiro de seu filho e a razão pela qual ele foi preso?
Ninguém me diz o que está acontecendo. O Global Times (jornal ligado ao Partido Comunista) disse que a família sabia o que estava acontecendo. É mentira. Autoridades ignoram nossos pedidos. Estou preocupada. Ele tem problemas no coração, hipertensão e complicações renais. Só queria a chance de enviar remédios e roupas.
Quando foi a última vez que a sra. falou com ele?
No dia 2, ele me visitou e disse que ia para Hong Kong.
Como a sra. recebeu a informação de que ele está sendo investigado por crimes econômicos?
É ridículo. Meu filho é um artista, não um empresário. No dia em que foi preso, a polícia bloqueou a rua da casa dele como se estivesse em busca de uma gangue. Sinto como se a Revolução Cultural ocorresse de novo. O governo deveria refletir sobre por que tantas pessoas apoiam meu filho e ouvir essas vozes, não suprimi-las.
A sra. recebeu alguma informação das autoridades sobre o paradeiro de seu filho e a razão pela qual ele foi preso?
Ninguém me diz o que está acontecendo. O Global Times (jornal ligado ao Partido Comunista) disse que a família sabia o que estava acontecendo. É mentira. Autoridades ignoram nossos pedidos. Estou preocupada. Ele tem problemas no coração, hipertensão e complicações renais. Só queria a chance de enviar remédios e roupas.
Quando foi a última vez que a sra. falou com ele?
No dia 2, ele me visitou e disse que ia para Hong Kong.
Como a sra. recebeu a informação de que ele está sendo investigado por crimes econômicos?
É ridículo. Meu filho é um artista, não um empresário. No dia em que foi preso, a polícia bloqueou a rua da casa dele como se estivesse em busca de uma gangue. Sinto como se a Revolução Cultural ocorresse de novo. O governo deveria refletir sobre por que tantas pessoas apoiam meu filho e ouvir essas vozes, não suprimi-las.
Cláudia Trevisan- CORRESPONDENTE / PEQUIM

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