“O Brasil não tem uma política para o setor”
Regiane de Oliveira roliveira@brasileconomico.com.br
As autoridades econômicas decidiram atenuar a crise financeira internacional de 2008 criando medidas para a venda de bens duráveis, comredução de imposto e aumento de crédito.Na prática, isso significou um aumento na venda de carros, especialmente os flex. Por outro lado, não houve incentivo para a produção de etanol. “O setor ficou semcapacidade de investimentos e passou por diversas fusões neste últimos anos”, afirma Adriano Pires, diretor-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura. “O consumo de etanol cresceu, mas a produção não acompanhou e isto não éuma particularidade do mercado de combustíveis. Aumentamos a venda de passagens aéreas, sem termos aeroportos”, avalia Pires. “O governo brasileiro não tem uma política para o setor de combustíveis. Se a gasolina não fosse commodity, estaríamos vivendo outro apagão.”
De qualquer forma, o governo brasileiro se tornou especialista em desenvolver medidas para driblar as pequenas crisesna área. Prova disto é que não é a primeira vez que a produção de etanol é colocada em xeque no país. “O etanol foi herói na década de 80. Afinal falava-se que seríamos a Arábia SauditaVerde. Mas o combustível virou maldito na década de 90”, explica. Vale lembrar que o Programa Nacional do Álcool (Proálcool)—criado em1975 para encorajar a produção de álcoolem substituição à gasolina pura e reduzir a importação de petróleo — sofreu a partir de 1986 uma forte estagnação.Na época, os barrisde petróleo caíram do patamar de US$ 40 a US$ 30 para um nível de US$ 12 a US$ 20, e houve desestímulo à produção.
A tecnologia dos carros flex deu fôlego ao mercado interno. “O etanol voltou a ser herói com o carro flex”, afirma Pires. A Câmara Setorial de Açúcar e Álcool, ligada ao governo, chegou a afirmar que, com a nova tecnologia para motores, o etanol chegaria a tingir 75% dos carros vendidos em 2006. Hoje, a frota de carros flex representa cerca de 43% do total. E o potencial é que chegue a 70% em 2020.
O momento, no entanto, não é de um novo Proálcool. O GNV [gás natural veicular], que cresceu a partir de 2004 com o programa de massificação encabeçado pela Petrobras, volta a ser alternativa. “Em 2007 e 2008 o governo foi aos jornais contar que vai faltar gás. Agora que temos uma perspectiva de alta, não será surpresa se o governo voltar a incentivar a conversão de carros para o GNV.
As autoridades econômicas decidiram atenuar a crise financeira internacional de 2008 criando medidas para a venda de bens duráveis, comredução de imposto e aumento de crédito.Na prática, isso significou um aumento na venda de carros, especialmente os flex. Por outro lado, não houve incentivo para a produção de etanol. “O setor ficou semcapacidade de investimentos e passou por diversas fusões neste últimos anos”, afirma Adriano Pires, diretor-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura. “O consumo de etanol cresceu, mas a produção não acompanhou e isto não éuma particularidade do mercado de combustíveis. Aumentamos a venda de passagens aéreas, sem termos aeroportos”, avalia Pires. “O governo brasileiro não tem uma política para o setor de combustíveis. Se a gasolina não fosse commodity, estaríamos vivendo outro apagão.”
De qualquer forma, o governo brasileiro se tornou especialista em desenvolver medidas para driblar as pequenas crisesna área. Prova disto é que não é a primeira vez que a produção de etanol é colocada em xeque no país. “O etanol foi herói na década de 80. Afinal falava-se que seríamos a Arábia SauditaVerde. Mas o combustível virou maldito na década de 90”, explica. Vale lembrar que o Programa Nacional do Álcool (Proálcool)—criado em1975 para encorajar a produção de álcoolem substituição à gasolina pura e reduzir a importação de petróleo — sofreu a partir de 1986 uma forte estagnação.Na época, os barrisde petróleo caíram do patamar de US$ 40 a US$ 30 para um nível de US$ 12 a US$ 20, e houve desestímulo à produção.
A tecnologia dos carros flex deu fôlego ao mercado interno. “O etanol voltou a ser herói com o carro flex”, afirma Pires. A Câmara Setorial de Açúcar e Álcool, ligada ao governo, chegou a afirmar que, com a nova tecnologia para motores, o etanol chegaria a tingir 75% dos carros vendidos em 2006. Hoje, a frota de carros flex representa cerca de 43% do total. E o potencial é que chegue a 70% em 2020.
O momento, no entanto, não é de um novo Proálcool. O GNV [gás natural veicular], que cresceu a partir de 2004 com o programa de massificação encabeçado pela Petrobras, volta a ser alternativa. “Em 2007 e 2008 o governo foi aos jornais contar que vai faltar gás. Agora que temos uma perspectiva de alta, não será surpresa se o governo voltar a incentivar a conversão de carros para o GNV.

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