Oposição rejeita proposta africana de diálogo com Kadafi
Internacional
Plano apresentado por emissários da União Africana não previa renúncia de ditador, como exigem opositores
Com apoio de países europeus, rebeldes líbios recusaram ontem os termos de um acordo proposto pela União Africana (UA) - e aceito pelo ditador Muamar Kadafi - que propunha uma solução política para a crise da Líbia. O plano, apresentado por uma delegação africana enviada a Trípoli e Benghazi, não previa a renúncia de Kadafi, precondição imposta pelos opositores a qualquer tipo de diálogo.
"O coronel e seus filhos devem sair imediatamente se eles quiserem se salvar", disse Mustafa Abdul-Jalil, chefe do conselho rebelde. "Caso contrário, o povo vai pegá-los."
Em entrevista a um canal de TV francês, Saif al-Islam Kadafi - filho que estava sendo preparado para suceder ao ditador - disse que é "ridículo" imaginar que seu pai concordará em renunciar. "Queremos trazer uma elite jovem para governar o país e administrar assuntos locais. Queremos novo sangue para o futuro da Líbia. Mas falar sobre a saída (de Kadafi) é verdadeiramente ridículo."
Liderada pelo presidente sul-africano, Jacob Zuma, a delegação chegou ontem a Benghazi, a capital rebelde, onde foi recebida com protestos. Opositores acusaram os emissários africanos de serem aliados de Kadafi.
Embora tenham ido à Líbia propor uma negociação rumo à democracia, três dos cinco líderes que integraram a missão chegaram ao poder por meio de golpes, destacaram os líderes rebeldes.
Além do presidente sul-africano, fazem parte da iniciativa os líderes da República Democrática do Congo (RDC), Mauritânia, Uganda e Mali.
No domingo, Kadafi recebeu os presidentes africanos e disse que concordaria com um cessar-fogo para iniciar negociações de paz. Além do diálogo, o plano previa a imposição de um corredor humanitário, proteção a estrangeiros que ainda estão na Líbia e suspensão dos ataques da Otan.
A aliança ocidental não apoia o processo africano, mas já fala abertamente sobre uma futura negociação política. "Não há solução puramente militar para a crise na Líbia", disse o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen. / REUTERS
Com apoio de países europeus, rebeldes líbios recusaram ontem os termos de um acordo proposto pela União Africana (UA) - e aceito pelo ditador Muamar Kadafi - que propunha uma solução política para a crise da Líbia. O plano, apresentado por uma delegação africana enviada a Trípoli e Benghazi, não previa a renúncia de Kadafi, precondição imposta pelos opositores a qualquer tipo de diálogo.
"O coronel e seus filhos devem sair imediatamente se eles quiserem se salvar", disse Mustafa Abdul-Jalil, chefe do conselho rebelde. "Caso contrário, o povo vai pegá-los."
Em entrevista a um canal de TV francês, Saif al-Islam Kadafi - filho que estava sendo preparado para suceder ao ditador - disse que é "ridículo" imaginar que seu pai concordará em renunciar. "Queremos trazer uma elite jovem para governar o país e administrar assuntos locais. Queremos novo sangue para o futuro da Líbia. Mas falar sobre a saída (de Kadafi) é verdadeiramente ridículo."
Liderada pelo presidente sul-africano, Jacob Zuma, a delegação chegou ontem a Benghazi, a capital rebelde, onde foi recebida com protestos. Opositores acusaram os emissários africanos de serem aliados de Kadafi.
Embora tenham ido à Líbia propor uma negociação rumo à democracia, três dos cinco líderes que integraram a missão chegaram ao poder por meio de golpes, destacaram os líderes rebeldes.
Além do presidente sul-africano, fazem parte da iniciativa os líderes da República Democrática do Congo (RDC), Mauritânia, Uganda e Mali.
No domingo, Kadafi recebeu os presidentes africanos e disse que concordaria com um cessar-fogo para iniciar negociações de paz. Além do diálogo, o plano previa a imposição de um corredor humanitário, proteção a estrangeiros que ainda estão na Líbia e suspensão dos ataques da Otan.
A aliança ocidental não apoia o processo africano, mas já fala abertamente sobre uma futura negociação política. "Não há solução puramente militar para a crise na Líbia", disse o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen. / REUTERS

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